Na saúde; na medicina veterinária; na indústria alimentícia; nos processos industriais; na purificação da água e de efluentes; além de ser um agente clareador. Essas são algumas das múltiplas aplicações do gás ozônio, um agente desinfetante com ação sobre uma variedade de organismos patogênicos, a exemplo de bactérias, vírus e protozoários.
“Pesquisas recentes comprovam que a utilização em dosagem correta do gás ozônio elimina bactérias super-resistentes que os antibióticos não conseguem destruir e que provocam mortes por infecção hospitalar. As moléculas do ozônio corroem a parede externa das bactérias, que são rapidamente destruídas. Para isso, o gás pode ser aplicado na pele ou injetado no corpo do paciente”, explica o médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann.
Ainda entre os benefícios estão a eficácia para problemas vasculares periféricos evitando a amputação do membro afetado; combate problemas cardiovasculares e arteroscleroses; reduz os índices de diabetes por normalizar a glicemia; alivia a dor da angina e melhora a circulação sanguínea; reduz e até elimina dores crônicas. O uso externo é eficaz no tratamento da acne, de queimaduras, úlcera na perna, feridas, eczema e outros problemas de pele, pois acelera a cicatrização. Reichmann complementa que as aplicações de ozônio possuem propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, de modulação do estresse oxidativo, contribuem na melhora da circulação periférica e da oxigenação no organismo.
O ozônio pode ser aplicado ao passar óleo ou água ozonizada no local, subcutâneo, endovenosa, intramusculuar e intra-articular. “No Brasil, o tratamento é autorizado pela Anvisa, liberado pelo Sistema Único de Saúde, porém não está aprovado pelo Conselho Federal de Medicina. Várias especialidades utilizam como odontologia, fisioterapia e enfermagem. Acredito que esta terapia veio para ficar. Há algumas restrições por falta de evidências científicas no Brasil, mas será utilizada por quase todas as especialidades, pois tem fins terapêuticos interessantes”, complementa.
NA INDÚSTRIA
Na indústria alimentícia o gás ozônio pode ser utilizado para sanitização de superfícies, equipamentos, recipientes e da água usada para a lavagem dos alimentos, além dos produtos agrícolas durante o armazenamento e o transporte. Também pode ter aplicação direta nas matérias-primas para inativar micro-organismos e ampliar a vida útil dos produtos, a exemplo de frutas e vegetais.
O ozônio pode ser aplicado como agente de maturação de vinhos e cidras, para preservar ovos e para descontaminação de carcaças de animais e seus cortes. Estudos apontam que o tratamento com ozônio diminui a contagem de mesófilos aeróbicos, coliformes e clostrídios sulfito redutores em carne transportada, além de melhorar a qualidade de armazenamento.
OUTRAS UTLIZAÇÕES
Reichmann destaca ainda outras utilizações do ozônio, como por exemplo: o seu uso em piscinas substitui o cloro, que é uma substância que pode causar hipotireoidismo; e na veterinária é amplamente usado para tratamentos de feridas expostas, com água, óleo, soro ou sangue ozonizado.
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