Postado em 13 de Maio às 17h12

Interrogações maternas: conheça as respostas para suas dúvidas mais frequentes

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Espera, ansiedade e expectativa. A notícia de que um bebê está a caminho não vem acompanhada apenas dos planejamentos que envolvem a gestação. A chegada de um novo integrante da família gera muitas dúvidas, incertezas e questionamentos sobre a nova fase, especialmente, nas mamães de primeira viagem. Não foi diferente para Lilian Corrêa, colaboradora da Unimed Chapecó. No caso dela, as dúvidas vieram em dose dupla durante a espera dos gêmeos Rogerio e Arthur.
E se um deles não se desenvolver? Será que a barriga daria conta de crescer tanto para que eles ficassem bem? Essas eram algumas das dúvidas de Lilian, que também fazem parte dos questionamentos de milhares de mães. “Mesmo com o exame de gravidez positivo, só pude acreditar na notícia no primeiro ultrassom e, de novo, a surpresa: eram dois!”, lembra a colaboradora. Desde então, os bebês começaram a crescer e a se desenvolver e, no caso da Lilian, ambos ganhavam peso muito rápido, o que originou outra dúvida: será que ela estava com diabetes? 
“Cada semana que passava era uma vitória e graças ao acompanhamento impecável do meu obstetra e da equipe de profissionais da Unimed, chegamos às 38 semanas para, então, realização da cesárea” afirma referindo-se ao médico ginecologista, obstetra e cooperado da Unimed Chapecó, Dr. Cassiano Branco Dal Piva. Após a espera e a chegada dos bebês, vieram então as dúvidas pós-parto. Lilian lembra que uma das aflições era a respeito da demora do leite para descer e o receio de não conseguir alimentá-los da melhor forma. Depois, a maior de todas as angústias, segundo ela, veio com a separação, quando começaram a ir para a escolinha e aceitar que pessoas diferentes cuidariam deles a partir de então. “Hoje, após seis meses, surgem outras aflições e acho que surgirão por um bom tempo”, afirma ela.
Mitos e verdades
Durante o período da gravidez e pós-parto, os conselhos e palpites de terceiros fazem parte da rotina das mamães. Pensando em desmistificá-los, as médicas cooperadas da especialidade de ginecologia e obstetrícia da Unimed Chapecó. Dra. Elis Biasuz e Dra. Patrícia Oliveira orientam a respeito das dúvidas mais frequentes:
 
- Uma gestação de gêmeos apresenta mais riscos. (Dra. Elis)
Sim. Há um risco aumentado de aborto, má formação, pressão alta, entre outros. É uma gravidez que deve ser muito bem acompanhada por um pré-natal regular, com exames periódicos para que esses riscos sejam levados em conta e evitados.
 
- A mulher não pode lavar os cabelos no primeiro dia após o parto. (Dra. Patrícia)
Mito. Pode lavar os cabelos.

- Quando o bebê ganha peso muito rápido é sinal de Diabetes. (Dra. Elis)
Bebês com peso acima da média devem ser avaliados devido ao risco de diabetes gestacional da mãe. Porém, é importante saber a constituição e o peso dos pais no nascimento, pois pode ser uma característica familiar.

- Enquanto a mulher estiver amamentando não há chances de engravidar. (Dra. Patrícia)
Nos primeiros seis meses de amamentação exclusiva, sem o uso de complementos, há uma redução importante do risco de engravidar. Essa proteção se mantém durante os seis primeiros meses de aleitamento materno exclusivo. Porém, um número pequeno de mulheres pode engravidar mesmo com essa proteção. Então, muitos médicos orientam algum tipo de contracepção 30 a 60 dias após o parto.

- Mulher grávida precisa comer por dois. (Dra. Elis)
Não precisa e não deve comer por dois. No início da gravidez, há uma tendência de não ganhar peso, devido às náuseas e enjoos, mal-estar. Nesse momento, o bebê ainda é pequeno, a demanda metabólica ainda é pequena e, portanto, não vai ficar sem nutrientes caso a mãe se alimente menos. Depois, no segundo e terceiro trimestre, a fome tende a aumentar e o peso aumenta junto. O ganho de peso dependerá do índice de massa corporal inicial de cada gestante.

            - Alimentos como feijão, chocolate, chimarrão dão cólicas no bebê. (Dra. Patrícia)

Segundo as orientações das sociedades médicas, não há restrição alimentar para as mães. Porém, quando se analisa todos os alimentos possíveis de cólica, esses são os mais comuns de serem associados às crises. Orienta-se fazer o consumo de acordo com o desejo de cada mãe. Os alimentos os quais observar que têm relação com cólicas no bebê podem ser suspendidos.

- Dormir de bruços machuca o bebê e dormir sobre o lado esquerdo é melhor. (Dra. Elis)
A gestante pode dormir na posição que quiser. Aquelas que tiverem algum caso que esteja associado a insuficiência placentária ou a alguma dificuldade de trabalho da placenta, melhora a oxigenação caso prefira deitar do lado esquerdo.

- Os cuidados com a pele, como aplicar óleos e cremes corporais, ajudam a evitar o surgimento de estrias. (Dra. Patrícia)
Sim. 70% das estrias são devido a herança genética da pele de cada mulher. Porém, em 30% é possível agir por meio da hidratação via oral ou tópica. Na hidratação tópica, tem a opção bio oil que apresenta excelente reposta e alguns cremes corporais específicos com alto poder de hidratação.

– A mulher que faz cesariana não pode ter parto normal na gravidez seguinte. (Dra. Elis)
Uma mulher que passou por uma cesariana prévia pode ter parto normal, sim. Porém, um parto com mais cautela, com mais cuidado, menos intervenções. O uso de ocitocina, medicação que faz com que as contrações fiquem mais intensas e regulares, deve ser de forma cautelosa, porque o risco de ruptura uterina é maior devido a cicatriz no útero. Quanto mais cicatrizes, mais esse risco aumenta.

– Mulheres não podem fazer mais de três cesarianas. (Dra. Patrícia)
Nesse caso, é melhor falar sobre o parto vaginal pós-cesárea. Segundo orientações do Ministério da Saúde, em até três cesáreas prévias, pode-se fazer um parto vaginal após. Não existe nenhum exame específico que garanta segurança no parto após cesárea. O que se sabe é que após uma cesárea, pode-se fazer parto tranquilamente. A partir de duas ou três, vai se aumentando o risco de rompimento do útero durante as contrações, embora, esse risco ainda seja pequeno (em torno de 1% a 2% dos casos).
Texto Andressa Recchia 

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