Postado em 03 de Setembro às 11h24

Unimed Chapecó promove roda de conversa sobre amamentação

Encontro do Agosto Dourado reuniu gestantes, mães e profissionais para abordar o preparo durante a gestação, o manejo do leite materno, a doação, a rede de apoio e a saúde mental materna

Agosto Dourado marcou encontro dedicado à informação e ao incentivo à amamentação. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação) 

          Gestantes, mães e profissionais da saúde debateram o preparo para a amamentação, o manejo do leite materno, a doação, a rede de apoio e a saúde mental materna. Informação, acolhimento e troca de experiências marcaram a roda de conversa promovida pela Unimed Chapecó no último sábado (29), no Espaço Viver Bem.
          A atividade integrou a programação do Agosto Dourado, campanha de conscientização e incentivo ao aleitamento materno, e abriu espaço para orientações, esclarecimento de dúvidas e relatos sobre os desafios vivenciados durante a gestação e após o nascimento do bebê. Além de puérperas e gestantes, participaram profissionais da saúde, enfermeiras e psicólogas atuantes na Unimed Chapecó, a pediatra Dra Larissa Martinelli Piccinini e a ginecologista e obstetra Dra. Fernanda Giacomazzi.
          A programação foi organizada para apresentar, de forma prática e acessível, os principais cuidados relacionados à amamentação. Entre os temas discutidos estiveram o preparo ainda durante a gestação, a pega correta, a produção, ordenha do leite, higienização dos recipientes, o armazenamento, as dificuldades nas primeiras mamadas, a doação de leite humano, a participação da família e o acompanhamento profissional.
          A enfermeira do Ambulatório de Gravidez e Puerpério/Amamentação da Unimed Chapecó, Camila Trevisan Saldanha, explicou que o acesso às informações durante o pré-natal ajuda a mulher a compreender que a amamentação exige adaptação, prática e aprendizado. “Nem sempre acontece de forma imediata. Conhecer os desafios e as possibilidades antes do nascimento do bebê contribui para uma experiência mais tranquila e consciente”, destacou. Segundo Camila, o acompanhamento especializado também permite identificar precocemente possíveis dificuldades e orientar cada família de acordo com suas necessidades.
          O encontro também abriu espaço para que mães compartilhassem experiências relacionadas à pega, à ordenha, à baixa produção de leite e à adaptação do bebê. Os relatos mostraram que o processo pode exigir persistência, orientação adequada e apoio das pessoas que fazem parte da rotina da mulher.
          Entre as participantes estava a técnica de enfermagem da Central de Materiais Esterilizados da Unimed Chapecó, Oriana Perez, que espera o primeiro filho. Apesar de atuar na área da saúde, ela procurou o encontro para ampliar os conhecimentos sobre coleta, higienização dos frascos e armazenamento do leite. “É minha primeira gestação e quero fazer tudo certo para conseguir amamentar e oferecer os benefícios do leite materno para ele. Tenho muitas dúvidas sobre coleta, higienização dos frascos e armazenamento. São cuidados que precisamos conhecer antes”, afirmou.
          POSTO DE COLETA DE LEITE HUMANO
          Durante a roda de conversa, também foi divulgada a parceria entre a Unimed Chapecó e o Hospital Regional do Oeste (HRO) para a coleta de leite humano. A Unimed Chapecó conta agora com um Posto de Coleta de Leite Humano no Ambulatório de Gravidez e Puerpério/Amamentação. Todo o leite recebido é encaminhado ao Banco de Leite Humano do HRO.
          A cooperada da Unimed Chapecó e responsável técnica pelo serviço no Hospital Regional do Oeste, Dra. Fernanda Didone Piovezana Giacomazzi, participou da programação e explicou como funciona o fluxo entre o posto de coleta e o Banco de Leite, além de destacar a contribuição das doadoras para o atendimento aos recém-nascidos que necessitam desse alimento.
          SAÚDE MENTAL MATERNA
          A etapa final da programação abordou a saúde mental da mulher durante a gestação, o parto e o puerpério. A psicóloga da Unimed Personal, Raphaela Arend Mendes, explicou que o bem-estar emocional materno sofre influência de fatores biológicos, psicológicos e sociais, além das mudanças que acompanham a chegada de um filho.
          Ela também chamou a atenção para a representação idealizada da maternidade, muitas vezes associada à felicidade plena e à realização constante. “Essa expectativa pode provocar frustração e culpa quando a experiência real inclui medos, inseguranças, cansaço e sobrecarga emocional.”
          Segundo a psicóloga, reconhecer os desafios desse período contribui para que a mulher procure apoio e receba acolhimento antes que o sofrimento se intensifique. “Não existe uma única forma de vivenciar a maternidade, e a mãe também precisa ser vista como alguém que necessita de cuidado, escuta e suporte”, ressalta. Ela destacou, ainda, o pré-natal psicológico como um recurso indispensável para preparar emocionalmente a mulher, favorecer a expressão de sentimentos e prevenir situações de sofrimento psíquico durante a gestação e o puerpério.
          A roda de conversa terminou com perguntas e troca de experiências entre participantes e profissionais. O encontro mostrou que a preparação para a amamentação e para a maternidade pode começar ainda no pré-natal, com informação, assistência especializada, apoio emocional e participação da família.
 

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