Postado em 14 de Fevereiro de 2020 às 16h52

Santa Catarina lança Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno

O Governo do Estado e a iniciativa privada se unem para estimular a produção de trigo, triticale e cevada em Santa Catarina. A intenção é ampliar em 220 mil hectares a área plantada com grãos de inverno, além do desenvolvimento de novas cultivares para o uso na ração animal. O novo programa da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural foi lançado nesta quinta-feira, 13, durante o 5º Fórum Mais Milho, em Mafra.
         "A produção de proteína animal tem papel fundamental no agronegócio catarinense e a oferta de grãos é peça-chave para mantermos a competitividade desse setor. O Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno surge com a reunião de diversas entidades, produtores e Governo do Estado para garantir o futuro do agronegócio catarinense", afirma o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.
         Grande produtor de carnes e leite, Santa Catarina é hoje o maior importador de milho do Brasil. Todos os anos cerca de quatro milhões de toneladas do grão são importados de outros estados e países para abastecer a cadeia produtiva catarinense. Com o Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno, a Secretaria da Agricultura e a iniciativa privada querem estimular os agricultores a plantarem trigo, triticale e cevada, que podem complementar a ração animal e trazer mais renda para os produtores rurais, sem interferir na safra de verão.
         O Programa pretende estimular a implantação de 100 mil hectares de trigo, 10 mil hectares de triticale e 10 mil hectares de cevada no estado. Santa Catarina possui hoje 660,8 mil hectares com potencial para exploração de grãos de inverno. Segundo o pesquisador da Embrapa Trigo, Eduardo Caierao, apenas 20% das lavouras catarinenses são utilizadas no inverno, o que traz uma grande possibilidade de ampliação de área plantada.
         O Programa pretende ainda, a longo prazo, apoiar a criação de cultivares específicos para o uso em ração, com maior produtividade e que não disputem área com o trigo utilizado para panificação.
         Garantia de compra
         O grande diferencial do Programa é a participação das agroindústrias, que se comprometem em adquirir os grãos produzidos, desde que atendam as condições do mercado e a qualidade nutricional desejada.
         "Conseguimos colocar em prática um projeto que atende a uma demanda antiga do setor privado e também do Governo do Estado, que é ampliar a oferta de grãos em Santa Catarina e proporcionar mais renda para os agricultores", destaca o secretário adjunto da Agricultura Ricardo Miotto.
         Apoio para aumentar a oferta de grãos
         O incentivo para produção de cereais de inverno vem complementar outras ações desenvolvidas pelo Governo do Estado para aumentar o fornecimento de insumos. Santa Catarina trabalha para viabilizar a Rota do Milho, trazendo o grão do Paraguai diretamente para o Oeste, além de executar o Programa Terra-Boa, que apoia a produção de milho de alta qualidade.
         Produção de trigo em Santa Catarina
         Nos últimos 29 anos, a produção de trigo aumentou 61% em Santa Catarina, com um rendimento 214% maior. Em compensação, a área plantada reduziu em 48,6%. Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), nesta safra o estado deve colher 156 mil toneladas de trigo, em 53.920 hectares.
         Parceria com a iniciativa privada
         O Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno é uma parceria entre Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Sindicato Indústria Carnes Derivados de Santa Catarina (Sindicarne) e Associação Catarinense de Avicultura (Acav).
Créditos: Paulo Santhias/SAR


Informações adicionais para imprensa:
Ana Ceron
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