Postado em 28 de Maio de 2019 às 16h56

Refugiados venezuelanos são acolhidos em Chapecó

O oeste catarinense acolhe o primeiro grupo de refugiados venezuelanos que chega ao sul do Brasil. Transportados pelo Governo Brasileiro, um grupo de 81 pessoas chegou na segunda-feira (27) no Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, e outros 70 chegam nesta quarta-feira (29).
No total, o grupo é formado por 150 adultos, homens e mulheres oriundos de várias regiões da Venezuela que – fugindo da violência que eclodiu naquele país sul-americano – adentraram em território brasileiro por Pacaraima (Estado de Roraima). Eles foram acolhidos por instituições assistenciais e recrutados pelo Exército Brasileiro para trabalhar no sul. Chegam a Chapecó com documentos oficiais fornecidos pelas autoridades do Brasil. Receberão treinamento e irão trabalhar nas unidades industriais da Cooperativa Central Aurora Alimentos de Chapecó e Guatambu, além da JBS de Itapiranga. Os trabalhadores venezuelanos ocuparão vagas nas áreas de produção e apoio.
Entidades assistenciais locais, a diretoria da Aurora e o prefeito Luciano Buligon recepcionaram os imigrantes na manhã desta terça-feira (28) no Frigorífico Aurora Chapecó I (FACH I), com ação de boas-vindas e orientações sobre a nova fase que viverão no Brasil.
      Essa ação humanitária envolve a Igreja Católica, a Força Aérea Brasileira, a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e a Aurora Alimentos, ao lado de outras instituições.
       Em Chapecó, o acolhimento dessas pessoas tem o apoio das Paróquias do Centro e São Cristóvão. A Igreja está providenciando casas de aluguel para abrigá-las. A maior parte do grupo (cerca de 100) irá morar em Guatambu, outros ficarão em Chapecó e Itapiranga. Haverá ajuda financeira do exterior para pagamento dos primeiros dois meses de aluguel.
O vice-presidente da Aurora Alimentos Neivor Canton expôs que os imigrantes serão treinados como qualquer outro empregado contratado, nas indústrias da Aurora Alimentos, para atividades operacionais em frigoríficos. Receberão salários e plano de benefícios como os trabalhadores brasileiros.
O visto de trabalho será renovado anualmente até conseguirem a condição definitiva de permanência.

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