Reconhecimento de Indicação Geográfica à Frescal de São Joaquim destaca a força produtiva de SC
A Indicação Geográfica agrega valor aos produtos e abre novos mercados aos produtores. (Foto Divulgação)
“Mais uma importante conquista para a valorização da qualidade, da tradição e da identidade dos produtos agropecuários catarinenses”. Assim, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) avalia o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), concedido ao Frescal de São Joaquim (carne salgada e dessecada tradicional da Serra Catarinense) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Trata-se da 11ª IG do Estado.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) é responsável pela emissão do documento oficial de delimitação da área geográfica, que posteriormente é submetido ao INPI. O processo contou com o apoio de várias instituições, entre elas a Faesc, o Sindicato Rural de São Joaquim, o Sebrae/SC e a Coopernovilhos.
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, o reconhecimento fortalece o agronegócio catarinense e demonstra a capacidade dos produtores de preservar tradições e agregar valor à produção. “Essa conquista é motivo de orgulho para Santa Catarina e, especialmente, para os produtores da Serra Catarinense. A Indicação Geográfica reconhece um patrimônio construído ao longo de gerações, preserva a identidade regional e amplia as oportunidades de mercado. A Faesc continuará apoiando iniciativas que valorizem nossos produtores e fortaleçam o desenvolvimento regional”, destaca Pedrozo.
O presidente do Sindicato Rural de São Joaquim, vice-presidente de Finanças da Faesc e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, Antônio Marcos Pagani de Souza, ressaltou o trabalho conjunto das entidades e dos produtores para alcançar o reconhecimento. “Essa Indicação Geográfica é resultado de um esforço coletivo que envolveu produtores, entidades representativas e instituições parceiras comprometidas com o desenvolvimento da região. A conquista reforça o trabalho desenvolvido para valorizar produtos com identidade territorial, tradição e qualidade, fatores fundamentais para promover o desenvolvimento sustentável e a geração de renda no meio rural”, afirma Pagani.
O Frescal de São Joaquim tem origem diretamente ligada à tradição pecuária do Planalto Serrano. Desde o século XVIII, quando os tropeiros utilizavam a região como rota para a condução de gado, a prática de salgar e conservar a carne foi aperfeiçoada pelas famílias locais, resultando em um produto singular, reconhecido pela maciez, sabor e características próprias proporcionadas pelas condições naturais da Serra Catarinense.
Atualmente, a produção mantém métodos artesanais que preservam características que diferenciam o Frescal de outros produtos cárneos. A criação do gado em pastagens nativas de altitude, associada ao clima frio da região, contribui significativamente para a qualidade da carne.
Com o registro do Frescal de São Joaquim, o Estado passa a contar com 11 Indicações Geográficas reconhecidas pelo INPI: Uva Goethe, Banana de Corupá, Queijo Artesanal Serrano, Vinhos de Altitude, Mel de Melato da Bracatinga, Maçã Fuji de São Joaquim, Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense, Linguiça Blumenau, Cachaça e Aguardente de Luiz Alves, Banana de Luiz Alves e Frescal de São Joaquim.
INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA
A Indicação de Procedência (IP) é uma modalidade de Indicação Geográfica (IG) destinada a identificar produtos ou serviços que se tornaram reconhecidos por sua origem em determinada região, cuja reputação está diretamente associada ao território onde são produzidos.
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