Postado em 07 de Novembro de 2019 às 15h42

Projeto Salto: aceleradora de MEIs potencializa modelos de negócios em Concórdia

Comercialização de confecções exclusivas, moda feminina casual chic, vestidos de noiva sob medida, produção de uniformes personalizados, comida caseira e saudável, assessoria pedagógica e recreação infantil em eventos são alguns cases dos microempreendedores individuais (MEIs) que participaram do Projeto Salto: aceleradora de MEIs em Concórdia. A apresentação desses negócios ocorreu nessa semana durante o encerramento da primeira turma do programa município, no Centro Cultural.
A iniciativa faz parte do Programa Cidade Empreendedora, executado pela Administração Municipal e pelo Sebrae/SC. No município, dos 2.037 MEIs existentes, 53 iniciaram o projeto e 35 concluíram, o que representa 66% de finalização, indicador acima da média nacional que é de 43%.
O prefeito Rogério Pacheco destacou a amplitude econômica de Concórdia, que possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) expressivo e uma cadeia produtiva dinâmica. “Estamos satisfeitos com os resultados do Projeto Salto que demonstram o comprometimento de todos os envolvidos e marca um passo importante para o desenvolvimento de seus empreendimentos”, comentou.
 Para o secretário de desenvolvimento econômico e turismo Wagner Isidoro Simioni a iniciativa trouxe motivação aos empresários e promoveu a cultura do empreendedorismo, que resultará na redução da mortalidade dos negócios locais. “Sentimos que o empreendedorismo está no DNA de Concórdia, por isso promovemos ações para capacitá-los e para que possam visualizar novos horizontes de crescimento. Para isso, é fundamental a atuação do tripé composto pela academia, população e poder público” enfatizou. Destacou a conclusão do Centro do Empreendedor que complementará as atividades desenvolvidas para o setor.
O agente de desenvolvimento local Eduardo Maltauro expões que a proposta esteve voltada a instruir os MEIs e não apenas formalizá-los. “A intenção foi mostrar novas possibilidades e novos horizontes, para que visualizem o MEI como um primeiro passo para o crescimento de sua ideia”, comentou.
Salto: aceleradora de MEIs
O programa foi criado para fortalecer os MEIS, analisando a experiência desse segmento e combinando elementos de ponta das incubadoras e aceleradoras de negócios com um foco na aprendizagem peer to peer, no uso das novas mídias e no desenvolvimento pessoal da cadeia. Os workshops mão-na-massa dão embasamento para o aprendizado dos MEIs e abordam: autodesenvolvimento, estudo de mercado, modelagem do negócio, crescimento e pitch (apresentação rápida do negócio ou produto).
A sócia do Impact Hub e gestora de inovação do programa Maíra Rodrigues relatou que o projeto foi desenvolvimento em oito cidades catarinenses: Florianópolis, Tijucas, Tubarão, Indaial, Rio do Sul, Timbó, Concórdia e Itapiranga. Neste ano, foram mais de 900 inscrições, de 27 municípios catarinenses, com 500 MEIs acelerados. Contribuíram no processo aproximadamente 270 mentores, de 32 cidades, e mais de 1.000 pessoas foram impactadas diretamente.
“A modalidade jurídica que mais cresce no País é do MEI, porém esses empreendedores necessitam de aprimoramento para se desenvolver na atividade e ampliar seus negócios. O projeto com duração de três meses, trabalha justamente com para isso, a partir de três etapas: o empreendedor, o negócio e o crescimento”, complementou Maíra.
Finalistas
Os dez finalistas do projeto tiveram três minutos para apresentar o seu negócio, por fim a comissão de jurados elegeu três vencedores. Os empreendedores que divulgaram seus pitch foram: Caroline Moraes de Paiva, Daniela Kirsten, Fernanda Lotti Pereira da Silva, Giliane Carla Stockamann, Jessica Andressa Cossmann e Maria Gabrielle Cordeiro, Leane Konrad, Marcelle Tormen, Meire Fernanda Dias Rosa, Neudi Antonio Romani e Solange Aparecida Rauber. Integraram a banca de jurados Joviano Mascarelo, Clovis Bonnassis Netto, Juliana de Oliveira e Marcio Cesar Rossini.
O pith vencedor do primeiro lugar foi Marcelle Tormen Ateliê de Costura Criativa, que atua há dois anos na produção de presentes personalizados que demonstram afeto, a exemplo de acessórios e peças utilitárias em tecido. “O diferencial dos meus produtos são o acabamento e os detalhes, por isso tenho clientes no mercado externo e não tenho dificuldade em lidar com a sazonalidade, pois minha demanda é maior do que a oferta”, analisou a comentar que o setor de artesanato movimenta R$ 50 bilhões/ano no Brasil. Para Marcelle, o projeto permitiu visualizar melhor seu negócio e redescobrir seu potencial empreendedor. Como resultado, em 2019 faturou 30% a mais no comparativo de 2018, mesmo faltando dois meses para encerrar o ano.
A segunda colocação foi da Eternize, voltada a registrar momentos especiais por meio do “afeto da foto impressa”. Conforme Caroline o setor de eventos cresce 14% ao ano no País e a região de Concórdia promove em média 3 mil eventos/ano. “Meu modelo de negócio oferece o aluguel de cabine fotográfica e totem por pacotes de hora para todos os tipos de evento”, explicou.
O case Tania Doces e Salgados foi o terceiro colocado. “A proposta é resgatar o sabor e o aroma, trazendo à memória afetiva de comidas das avós, como cuca alemã, biscoito amanteigado, bolo recheado e macarrão caseiro” explicou Romani. O diferencial da empresa é utilizar matéria-prima de primeira qualidade e não adicionar corantes e conservantes.
As oficinas começaram em agosto e ao todo foram 11 encontros de trabalho, laboratórios de trocas e mentorias com foco no crescimento do negócio

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