Postado em 06 de Maio de 2020 às 15h56

Paciente oncológico não deve interromper tratamento por receio da pandemia

A pandemia do novo Coronavírus gera preocupação na grande maioria da população, principalmente para aqueles que integram o grupo de risco propenso a desenvolver o quadro clínico mais grave da Covid-19. Mesmo que a recomendação do Ministério da Saúde seja pelo isolamento social, nem todos podem optar por essa medida. Exemplos disso são os pacientes oncológicos que não devem interromper o tratamento por receio dessa nova doença mundial.
“Ainda não tivemos nenhum paciente oncológico que apresentou sintomas sugestivos, mas quando ocorrer a orientação é de que procure o Pronto Atendimento Respiratório da Unimed Chapecó com atendimento exclusivo para esses casos. Após avaliação médica e alinhamento com o profissional que acompanha o tratamento oncológico será orientada a conduta adequada para esse paciente”, explica o médico oncologista clínico e cooperado da Unimed Chapecó, Dr. Rogério Martins Aguiar.
Os pacientes oncológicos são mais vulneráveis à Covid-19 por terem a imunidade reduzida em função da doença. Somam-se a isso outros fatores como desnutrição, tratamento de quimioterapia, pós-operatório, utilização de corticoides (ação anti-inflamatória) tanto para neoplasia (multiplicação anormal de células) quanto na prevenção de alergias aos medicamentos, náuseas e vômitos. “O risco é ainda mais elevado para aqueles que possuem doenças hematológicas, ou seja, leucemias e linfomas e que passaram por transplantes. Contudo, todos os pacientes em quimioterapia ou que concluíram há pouco o tratamento necessitam manter os cuidados redobrados, pois a recuperação do sistema imunológico não ocorre imediatamente após a última aplicação”, comenta Aguiar.   
A orientação aos pacientes e seus familiares é semelhante às medidas que devem ser seguidas por toda a população como: priorizar o isolamento social e sair apenas se necessário, lavar frequentemente as mãos, manter a etiqueta respiratória, utilizar máscara ao sair de casa, não compartilhar objetos de uso pessoal e higienizar itens e superfícies tocados com frequência. 
Para garantir a segurança dos pacientes o setor de Oncologia da cooperativa médica tem adequado os protocolos de atendimento conforme recomendações da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e do serviço de infectologia do Hospital Unimed Chapecó. Segundo Aguiar, várias medidas adotadas estiveram voltadas a reduzir o fluxo de pacientes em tratamento, como: reagendamento de horários para evitar contatos em salas de espera com outros médicos ou com familiares; elaborada escala médica para que os profissionais atendam seus pacientes em dias alternados e restrição no número de acompanhantes. “Os atendimentos dos pacientes que concluíram o tratamento há mais tempo e que fazem retornos periódicos para verificar sua saúde foram adiados, salvo sintomas”, ressalta o médico.
A higienização do setor foi intensificada para evitar contaminação. Nos intervalos entre consultas é realizada a limpeza das salas com álcool 70% nos locais de maior contato. Médicos, enfermeiras, secretárias, todos os colaboradores, pacientes e familiares utilizam máscaras para evitar o contato respiratório. “A nova estrutura, no 5º andar do Hospital Unimed Chapecó, permite que os pacientes tenham tratamento individualizado”, observa Aguiar.
   A especialidade tem 215 pacientes em tratamento e conta com uma equipe formada por oito médicos: três oncologistas, três hematologistas, dois oncopediatras, além da equipe multidisciplinar com 14 profissionais, entre psicólogo, fonoaudiólogo, odontólogo, nutricionista, enfermagem e equipe de apoio.

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