Postado em 17 de Março de 2020 às 15h37

Oficina do Sebrae/SC prepara venezuelanos para empreender


“Dormíamos há três meses na rua em Boa Vista (Roraima), uma situação muito dolorosa para toda minha família, quando fui abençoado por Deus e selecionado para trabalhar em uma agroindústria em Chapecó”. O relato é do venezuelano e auxiliar de produção Gelson Enrique Gomes Duran, de 39 anos, que mora com sua esposa e mais três filhos (duas meninas com 14 e 11 anos e um menino de três anos de idade), no município de Guatambu há oito meses.
Motivado a empreender e a exercer novamente a atividade de barbeiro que atuava há 20 anos na Venezuela, Duran participou, no último fim de semana, da oficina “Como formalizar o seu negócio, benefícios e obrigações do microempreendedor individual (MEI)” promovida pelo Sebrae/SC, no auditório da entidade em Chapecó. 
Duran esclareceu, com o contador e consultor credenciado ao Sebrae/SC Edson Rosa, suas dúvidas de como formalizar seu negócio com baixo custo e menor burocracia, as vantagens e as responsabilidades de ser MEI. “Estou estudando a possibilidade de instalar a empresa na Grande Efapi, em Chapecó, em função do elevado fluxo de pessoas. Porém, ainda preciso definir horário de atendimento e estratégias para atrair e manter os clientes”, comentou.
A exemplo de Duran, que deixou seu País em função da situação econômica, o venezuelano e auxiliar de produção Francisco Freites, de 38 anos, busca no empreendedorismo uma complementação da renda familiar. Freites está no Brasil há dois anos e sete meses e atualmente mora em Guatambu com a esposa e três filhos de 11, seis e quatros anos de idade. “A intenção é comprar um carro para atuar como motorista de aplicativo nas horas vagas, pois na Venezuela trabalhei em uma empresa de transporte e conheço o setor”, explicou.
Damelys Pinto Sanabria, de 48 anos, está no Brasil há um ano e sete meses. Moradora de Guatambu, atualmente está desempregada e atua como cuidadora de crianças e vendedora de produtos de catálogos. “Quero empreender na área da alimentação, com a produção de salgados tradicionais da Venezuela. A oficina possibilitou a compreensão de como formalizar o negócio, porém ainda preciso definir o local para comercialização”, ressaltou ao comentar que no município há mais de 700 venezuelanos.
O venezuelano Gabriel Jesus, de 28 anos, está em Chapecó há um ano e dois meses e trabalha em uma agroindústria local. “Ainda não sei no que vou empreender, mas busco informações para futuramente ter o meu próprio negócio”, antecipou.
De acordo com o consultor credenciado ao Sebrae/SC e contador Edson Rosa, entre as vantagens de formalizar o negócio estão o acesso às linhas de crédito, à emissão de nota fiscal e a participar de concorrência pública. “Nas agências de microcrédito o empreendedor pode retirar até R$ 3 mil sem juros, que serão pagos em até oito parcelas. Com o pagamento efetuado em dia nas sete primeiras parcelas a oitava é abonada, sendo que esse benefício pode ser utilizado até duas vezes”, explicou.

 

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