Postado em 07 de Maio às 10h15

Nova lei de microfinanças amplia crédito e impulsiona expansão da Credioeste

Presidente da Credioeste, Ivonei Barbiero, afirma que a regulamentação representa um movimento de inclusão financeira e estímulo ao desenvolvimento regional (Keli Magri/MB Comunicação)

 

A sanção da Lei 15.364/26, que amplia o alcance do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), inaugura uma nova fase para o setor de microfinanças no país. A legislação autoriza as agências de microcrédito a emprestar recursos que atendam também necessidades pessoais e familiares do microempreendedor, desde melhorias habitacionais e capacitação profissional até tratamentos de saúde e mobilidade.
         O presidente da Credioeste e da Associação das Instituições de Microcrédito e Microfinanças da Região Sul (Amcred-Sul), Ivonei Barbiero, explica que a regulamentação amplia o escopo de atuação das instituições, que passam a operar com linhas voltadas não apenas aos negócios, mas também a demandas como saúde, educação, capacitação, energia solar e pequenas reformas.
         “As microfinanças são algo mais amplo do que o microcrédito produtivo e atendem necessidades complementares aos negócios. Essas operações agora têm respaldo legal, o que facilita a atuação das instituições e amplia o acesso ao crédito com condições mais acessíveis, tanto para empreendedores quanto para famílias”, destaca.
         Barbiero reforça que a lei é uma conquista do setor e corrige uma limitação histórica das instituições de microcrédito. Na prática, muitas dessas demandas já existiam, mas eram atendidas de forma restrita ou por agentes maiores do sistema financeiro. “A nova legislação reconhece essa realidade e dá segurança jurídica para que as instituições atuem de forma mais completa. Isso fortalece o setor, amplia o alcance das operações e permite atender melhor quem está na base da economia, com soluções mais adequadas à realidade dessas famílias”, sublinha.
         NOVAS LINHAS
         Nesse novo ambiente regulatório, a Credioeste lança linhas de crédito que conectam o financiamento produtivo às necessidades do cotidiano. A estratégia expande o acesso a recursos financeiros com maior flexibilidade e estimula tanto investimentos quanto soluções emergenciais.
         Entre os novos produtos está a linha para energia solar, voltada a pessoas físicas e jurídicas interessadas na instalação de sistemas fotovoltaicos. O financiamento pode chegar a R$ 50 mil, com prazo de até 60 meses, acompanhando o avanço da geração distribuída no país e atendendo desde pequenos empreendedores até consumidores residenciais.
         Outra frente é o crédito giro rápido, direcionado a empreendedores formais e informais já atendidos pela instituição. Com valores de até R$ 5 mil e prazo de seis meses, a modalidade dispensa garantias e atende necessidades imediatas de caixa, como reposição de estoque ou manutenção de equipamentos.
         A instituição também estruturou uma linha específica para microempreendedores individuais (MEI) que já possuem histórico com a Credioeste. Quem obteve dois contratos do programa Juro Zero com a agência de microcrédito pode acessar um novo contrato, com valores entre R$ 1 mil e R$ 5 mil e juros menores, voltado a capital de giro e investimento fixo.
         No segmento habitacional, o crédito para reforma e moradia passa a operar com financiamentos entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, com prazos de até 60 meses e possibilidade de carência, conforme avaliação. Todas as novas modalidades passam por análise pré-liberação.
         SOLUÇÕES PARA PROBLEMAS REAIS
         A gerente executiva da instituição, Marcia Biffi, enfatiza que a estruturação das novas linhas partiu da escuta direta dos clientes e das demandas mais recorrentes no cotidiano. “Quando pensamos nessas soluções, partimos da realidade de quem está na ponta. É o empreendedor que precisa de um valor rápido para não perder uma oportunidade ou a família que quer melhorar a casa onde vive. Nosso foco foi criar linhas simples de acessar, com prazos e condições que façam sentido na prática”, diz. Segundo ela, o crédito precisa cumprir uma função objetiva: “Ele deve resolver um problema real, sem criar novas dificuldades para quem já enfrenta muitos desafios”.
         Na avaliação do supervisor da equipe de agentes de crédito, Éderson Behne, a diversificação do portfólio fortalece a relação com os clientes e aumenta a capacidade de resposta da instituição. “No contato direto, fica claro que o crédito certo, na hora certa, faz diferença. Muitas vezes é o que mantém o negócio funcionando, permite a compra de mercadoria ou viabiliza um passo que vinha sendo adiado”, detalha. Para ele, as novas linhas ampliam o alcance às diferentes realidades. “Isso nos permite atender mais situações e conversar melhor com cada cliente, o que também se reflete na economia local, porque cada operação gera movimento na prática”.      
         Para o presidente Ivonei Barbiero, a diversificação das linhas responde a uma demanda reprimida e fortalece a atuação da instituição na região. “Agora, conseguimos oferecer soluções mais completas, com crédito direcionado tanto para o desenvolvimento do empreendimento quanto para questões estruturais do dia a dia. Esse movimento torna o crédito mais útil e próximo da realidade das pessoas”, avalia.
       
 

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