Postado em 18 de Maio às 09h36

Cuidar da saúde mental materna é cuidar do futuro

Maio Furta-Cor ressalta a importância da rede de apoio durante a gestação e o pós-parto
A maternidade costuma ser retratada em imagens perfeitas, cercadas por felicidade, plenitude e realização. Mas, na vida real, ela também envolve inseguranças, medo, cansaço, ansiedade, solidão e transformações emocionais. É justamente para ampliar esse olhar e promover acolhimento às mães que surgiu a campanha Maio Furta-Cor, movimento voltado à conscientização sobre a saúde mental materna. Inspirada nas múltiplas cores que mudam conforme a luz e o olhar, a campanha simboliza as diferentes emoções vividas na maternidade, como alegria, amor, medo, insegurança, força e exaustão.
A campanha tem como objetivo sensibilizar a população sobre a saúde mental materna, promover conscientização baseada em evidências científicas e incentivar políticas públicas voltadas às mães. Segundo a psicóloga da Unimed Personal, Deisy Parnof, a principal proposta é romper com a romantização da maternidade e abrir espaço para conversas mais honestas sobre o sofrimento emocional vivido por muitas mulheres. “A maternidade não é única. Ela se mistura com situações, sentimentos e diferentes culturas. Não existe apenas uma forma de vivenciar a gestação, o parto e o pós-parto. Precisamos olhar para essa mãe como alguém que também necessita de cuidado”, enfatiza a profissional.
A especialista também destaca que o cuidado com a saúde mental materna deve iniciar na gestação e continuar após o nascimento do bebê. O acompanhamento psicológico, os momentos de escuta e o fortalecimento da rede de apoio ajudam a prevenir o agravamento do sofrimento emocional e contribuem para que a mulher atravesse as diferentes fases da maternidade com mais segurança e equilíbrio. “Quando a mãe encontra acolhimento e suporte, ela consegue compreender melhor suas emoções e viver esse processo de forma menos solitária”, explica Deisy.
Ela explica que, além das mudanças físicas e hormonais, a gestação e o pós-parto provocam intensas transformações psicológicas. Muitas mulheres criam expectativas idealizadas sobre a maternidade e, quando a realidade se mostra mais desafiadora do que o imaginado, podem surgir sentimento de culpa, frustração e incapacidade.
SINAIS QUE MERECEM ATENÇÃO
O pós-parto é considerado um período delicado e que exige atenção da família e dos profissionais de saúde. Mesmo em uma segunda ou terceira gestação, cada experiência é única e pode provocar reações emocionais diferentes. Mudanças comportamentais persistentes podem indicar sofrimento emocional mais intenso.
Entre os sinais de alerta estão tristeza constante, crises frequentes de choro, ansiedade intensa, irritabilidade excessiva, perda de prazer nas atividades, alterações importantes no sono e no apetite, medo exagerado de algo acontecer ao bebê, isolamento social e sensação contínua de incapacidade.
A psicóloga alerta que é importante diferenciar o cansaço esperado da maternidade de situações que podem evoluir para transtornos emocionais, como a depressão pós-parto. “Quando esses sintomas persistem e começam a impactar a rotina e o vínculo da mãe consigo mesma ou com o bebê, é fundamental buscar ajuda profissional”, destaca.
CARGA MENTAL E SOLIDÃO MATERNA
Outro ponto destacado pela especialista é a chamada carga mental materna. Muitas mulheres acumulam responsabilidades relacionadas à casa, filhos, trabalho, organização da rotina e cuidado emocional da família, além da pressão social pela imagem da “mãe perfeita”.
As comparações constantes nas redes sociais, o retorno precoce ao trabalho, conflitos conjugais e a falta de tempo para autocuidado também contribuem para o adoecimento emocional. Segundo Deisy, a solidão materna, embora pouco discutida, é uma realidade enfrentada silenciosamente por muitas mulheres, por isso, a rede de apoio torna-se essencial.
“Apoio não significa apenas ajudar nas tarefas práticas, mas também escutar sem julgamento, acolher emoções, dividir responsabilidades e incentivar momentos de descanso e cuidado pessoal”, afirma.
ACOLHIMENTO E CUIDADO
Pensando no cuidado, a Unimed Chapecó demonstra compromisso com o bem-estar integral por meio da Unimed Personal, com médicos de família, psicólogos, equipe multidisciplinar especializada que, proporcionam um ambiente voltado à promoção da saúde, prevenção de adoecimentos em saúde de forma integral e qualidade de vida.
O local oferece atividades e acompanhamentos multidisciplinares que incentivam hábitos saudáveis e o cuidado contínuo com a saúde física e emocional. Para as mães, o espaço representa um importante ponto de acolhimento, orientação e fortalecimento da rede de apoio, que contribui para uma maternidade mais equilibrada e para a construção de uma sociedade menos adoecida.
Ao ampliar o debate sobre saúde mental materna, a psicóloga reforça que a campanha também propõe uma reflexão coletiva. Mães emocionalmente acolhidas tendem a estabelecer vínculos mais seguros e saudáveis com seus filhos, e, isso contribui diretamente para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças.
“Sentir cansaço, medo ou tristeza não faz de ninguém uma mãe pior. Toda mãe merece ser cuidada, ouvida e acolhida”, finaliza Deisy.
 

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