CNA analisa resultados dos custos de produção do tomate em 2022
Município de Lebon Régis (SC) apresentou margens bruta e líquida e lucratividade positivas
Em 2022, o Projeto Campo Futuro, realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), levantou os custos de produção do tomate nos estados de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Os resultados foram apresentados durante live, na segunda (31).
O presidente da Comissão Nacional de Hortaliças da CNA, Manoel Oliveira, conduziu o debate, que contou com as apresentações da assessora técnica da entidade, Letícia Barony, e do proprietário do Centro de Treinamento em Tomaticultura, Marco Alvarenga.
De acordo com Letícia, nos painéis de custos de produção do tomate, realizados nos municípios de Reserva (PR) e Barbacena (MG), a propriedade modal possui 2 e 7 hectares de área plantada e produtividade média de 3 e 3,5 mil caixas/ha, respectivamente.
“Nessas duas regiões, observamos que o produtor não conseguiu pagar os custos com desembolsos (insumos, colheita, pós-colheita). Isso indica que a produção de tomate está sendo subsidiada por outra atividade e precisa de outras fontes de capital para a manutenção, indicando a descontinuidade da atividade no curto prazo”, explicou a assessora da CNA.
Já em Lebon Régis (SC), a propriedade modal é de 10 hectares, com produção de 4,5 mil caixas de tomate por hectare. “Entre as regiões pesquisadas, apenas Lebon Régis apresentou margens bruta e líquida e lucratividade positivas”, disse Letícia.
Nos três municípios, os desembolsos do produtor com fertilizantes representam, em média, 21% da receita. Em seguida vêm os produtos fitossanitários (12%) e o pagamento dos juros da operação de custeio da lavoura, com 8,7% da receita.
Em sua apresentação, Marco Alvarenga destacou a importância do uso da tecnologia nos sistemas de produção do tomate. “As ferramentas tecnológicas têm evoluído de forma rápida e o produtor que não acompanhar esse processo corre o risco de sair do mercado”.
Para Alvarenga, o Brasil precisa investir no cultivo de tomate em sistema protegido (estufas). “Esse tipo de produção não chega a nem 10% no país, pois o investimento é muito alto. O produtor precisa de recursos e acreditar que as tecnologias são ferramentas que contribuem para o aumento da produtividade. É um investimento a médio e longo prazo, mas que auxilia na mitigação de riscos de produção e comercialização”.
Fonte: Assessoria de Comunicação CNA
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