Evento contou com exposição de animais, máquinas, equipamentos e tecnologias de produção
A primeira edição do Bovicorte do Programa de Assistência Ténica e Gerencial (ATeG), que ocorreu em Chapecó no último fim de semana, teve sucesso de participação e leilão com 100% de vendas de bovinos. Ao todo, foram leiloados 534 cabeças em um valor total de R$ 710 mil em vendas. Os preços médios praticados foram de R$ 6,70 por kg de terneiro fêmea, R$ 7,25 por kg de terneiro macho e R$ 3,86 por kg de vaca. A organização foi do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó com o apoio do Sistema Faesc/Senar e demais instituições parceiras.
O leilão contou com bovinos de qualidade e padronizados produzidos através do projeto de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) por produtores que participam do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Pecuária de Corte, desenvolvido no Estado pelo Sistema Faesc/Senar.
“Superou as nossas expectativas tanto o leilão como a participação dos produtores rurais de gado de corte de nossa região. O objetivo foi oportunizar a troca de experiências, além do acesso a informação e tecnologia de primeira para a contribuir com a produção e a rentabilidade das propriedades”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Chapecó, Ricardo Lunardi.
O evento contou com exposição de animais, máquinas e equipamentos e tecnologias de produção, além de palestra sobre projeções do mercado de carne bovina para 2019 com o zootecnista e consultor de mercado da Scot consultoria, Rafael Ribeiro de Lima Filho. Alunos do curso de Zootecnia da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) levantaram dados dos lotes expostos para posterior avaliação de desempenho produtivo.
“Depois de três anos de baixa no preço da arroba tivemos um aumento expressivo na quantidade de fêmeas em relação ao total de bovinos abatidos e isso gerou no mercado uma menor disponibilidade de terneiros. O mercado sente a falta desses animais mais jovens e a tendência no curto em médio prazo é que tenhamos também um reflexo sobre o preço da arroba do boi gordo. Estamos saindo de uma fase de baixa do ciclo para uma fase de alta, que deve durar uns dois a três anos. Pensando nisso, o produtor tem uma grande ferramenta para a gestão e planejamento da atividade”.
O zootecnista orientou os produtores a fazerem investimentos em tecnologias voltadas para nutrição, genética e sanidade, buscando melhorias dos índices zootecnicos e elevando a produtividade, ganhando, assim, escala em animais de qualidade. Existe espaço para crescimento e o investimento em tecnologia e informação é essencial para diminuir custos e melhorar a produção”.
O produtor Eugidio Santa Catarina, da Linha Zandavalli, em Guatambu,participa do programa ATeG em bovinocultura de corte há dois anos e já teve um incremento de aproximadamente 20% na rentabilidade de sua propriedade graças as visitas técnicas e gerenciais. “Está sendo ótimo o acompanhamento, as oficinas têm auxiliado muito. Entre os avanços é possível destacar o melhoramento genético através da inseminação, manejo dos animais e estação de monta”, contou o produtor que conta com 73 vacas em cria e está aumentando o rebanho. Para ele, o Bovicorte foi um excelente momento para a troca de experiências o que contribui muito para o crescimento da produção.
O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, participou do evento e salientou a importância da busca por informação e qualificação no meio rural. “O Sistema Faesc/Senar apoia e incentiva ações que visem estimular os produtores rurais a aderirem iniciativas e tecnologias que venham contribuir com a expansão de suas propriedades, aumentando a produtividade, a renda e a qualidade de vida”.
APOIO
A exposição contou com o apoio do Núcleo de Criadores de Bovinos de Chapecó, Udesc, Agência T12, Prefeitura de Chapecó e patrocínio do Sistema Faesc/Senar, Sicredi e Cooperalfa.
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