Postado em 05 de Agosto às 15h32

9ª edição do 20 Minutos reúne cerca de 800 participantes

Evento organizado pelo NJE da ACIC de Chapecó contou com palestras de Giovanni Begossi, Guilherme Lippert, Juliano Custódio e Ângelo Vargas

A 9ª edição do 20 Minutos, evento do Núcleo de Jovens Empreendedores da ACIC de Chapecó, reuniu cerca de 800 participantes. Foto: (Débora Favretto/MB Comunicação)

Conselhos, técnicas, networking e muito conteúdo para pôr em prática. A 9ª edição do 20 Minutos, evento do Núcleo de Jovens Empreendedores da ACIC de Chapecó, reuniu cerca de 800 empresários, gestores e lideranças na noite de terça-feira (4), no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. O encontro promoveu palestras sobre comunicação, inteligência artificial, investimentos e gestão empresarial, com Giovanni Begossi, Guilherme Lippert, Juliano Custódio e Ângelo Vargas.
O empresário e especialista em investimentos Juliano Custódio compartilhou a trajetória que o levou da carreira como engenheiro eletricista e funcionário de banco ao empreendedorismo. Ao relembrar as dificuldades enfrentadas, como duas quebras empresariais, frisou que o crescimento dos negócios depende de planejamento, capacidade de adaptação e decisões tomadas no longo prazo. Para ele, muitas empresas fracassam não por falta de oportunidades, mas pela busca por resultados imediatos ou pela demora em promover mudanças necessárias.
Ao abordar a construção da empresa que hoje administra cerca de R$ 57 bilhões em ativos, Custódio ressaltou que o crescimento sustentável exige disciplina e reinvestimento contínuo. “As empresas não morrem de fome, elas morrem de indigestão”, afirmou, ao defender que o excesso de risco e a expansão acelerada podem comprometer um negócio. Também orientou os empresários a reinvestirem os resultados na própria empresa. “Quando vocês começarem a ganhar dinheiro, devolvam esse dinheiro para a empresa. Vivam com um salário de CEO e reinvistam para continuar crescendo”, aconselhou.
O NÍVEL DO JOGO
O segundo momento foi conduzido pelo empresário, mentor e palestrante Ângelo Vargas que abordou o papel da liderança na formação de equipes mais conscientes, produtivas e alinhadas aos objetivos da empresa. Ele explicou que liderar não se limita à cobrança por resultados, mas exige clareza para mostrar ao time o padrão esperado e criar condições para que cada profissional compreenda o impacto de suas decisões. A partir de exemplos da hotelaria e de outros negócios, Vargas defendeu que o desempenho dos colaboradores também reflete a capacidade do líder de orientar, comunicar e desenvolver pessoas.
Ao resumir essa responsabilidade, Vargas destacou que “o jogador determina o nível do jogo” e que cabe a liderança elevar a percepção da equipe sobre qualidade, desempenho e propósito. Para ele, quando os profissionais não entregam o resultado esperado, o gestor precisa avaliar se comunicou a visão de forma clara. “O meu papel como líder é fazer com que o meu time entenda aquilo que eu já enxerguei. Se ele não entender o que eu enxerguei, a minha liderança não cumpriu o seu papel”, disse.
O cofundador e diretor de Marketing de Produto da V4 Kloh & Co., Guilherme Lippert, apresentou formas práticas de aplicar a inteligência artificial nos negócios. Ele destacou que o uso da tecnologia deve começar pelo mapeamento e pela organização dos processos internos, antes da escolha de ferramentas ou da automação de tarefas. Lippert esclareceu que a IA pode ampliar a produtividade e apoiar profissionais especializados, mas não substitui a análise crítica, o conhecimento técnico e a responsabilidade dos gestores na tomada de decisões.
 “Inteligência artificial em processo ruim só vai acelerar o problema do negócio” alertou Lippert sobre a adoção da tecnologia sem planejamento. O especialista também defendeu que as empresas utilizem a IA para ampliar o acesso a informações, questionar estratégias e identificar oportunidades de melhoria. “Uma pessoa leiga utilizando IA não se torna especialista, mas um especialista que usa bem a IA se transforma em uma alavanca para o negócio”, expôs.
ORATÓRIA E RIQUEZA
Para encerrar o 20 Minutos de 2026, o advogado e especialista em oratória Giovanni Begossi apresentou a comunicação como uma competência que pode ser desenvolvida por meio de prática, técnica e exposição gradual. Ao compartilhar a própria trajetória, relatou que enfrentou timidez, dificuldades de relacionamento e medo de falar em público antes de iniciar os estudos em teatro, argumentação e oratória. De acordo com o palestrante, o domínio da comunicação teve papel decisivo em sua formação profissional e na construção de sua carreira.
Begossi também defendeu que conhecimento técnico, formação acadêmica e experiência não são suficientes quando o profissional não consegue comunicar seu valor com clareza. “De nada adianta você ter o melhor produto, o melhor serviço, o melhor currículo ou a melhor empresa se não souber convencer os outros disso”, sublinhou. Para ele, clareza, confiança e capacidade de persuasão influenciam diretamente os resultados profissionais, comerciais e pessoais.
Ao apresentar técnicas para reduzir vícios de linguagem e superar o medo de se expor, o especialista incentivou os participantes a gravarem a própria fala, analisarem a comunicação verbal e corporal e aproveitarem oportunidades de falar em público. “Não negar palco significa agarrar toda oportunidade de treinar a comunicação”, incentivou. Begossi acrescentou que a prática frequente ajuda o cérebro a compreender que a exposição não representa uma ameaça o que reduz a ansiedade e aumenta a segurança diante do público.
O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC), Carlos Klaus, comentou o papel da qualificação e da troca de experiências no fortalecimento do ambiente de negócios da região e que iniciativas como o 20 Minutos contribuem para aproximar empresários, lideranças e profissionais de conteúdos estratégicos e de referências nacionais. “A ACIC acredita que o conhecimento, a inovação e o empreendedorismo são os principais impulsionadores do desenvolvimento. ”
A nucleada e integrante da organização do evento, Letícia Dalla Vecchia, explicou que a 9ª edição passou por uma reformulação de estrutura, logística e conteúdo. Neste ano, o 20 Minutos foi transferido para o Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes e adotou como tema central a alta performance e a mentalidade para o futuro, com quatro palestrantes de áreas diferentes, mas com abordagens complementares. “Nosso maior desafio foi encontrar quatro nomes com conteúdos distintos, mas que conversassem entre si e permitissem um debate conjunto. ” Para Letícia, o esgotamento dos ingressos confirmou a receptividade do público e representou uma conquista para a equipe responsável pela realização do encontro.
 
 

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