Postado em 06 de Novembro às 16h16

Trabalho conjunto pela manutenção do status sanitário catarinense

O status de área livre de aftosa sem vacinação conquistado por Santa Catarina é uma vitória de toda a cadeia produtiva da proteína animal: produtores rurais, indústria e governo. Esse aspecto foi realçado em Chapecó, nesta semana, durante o 3º Fórum Catarinense de Prevenção à Febre Aftosa que reuniu  lideranças, técnicos e autoridades do setor.
O conselheiro técnico do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA), Gerson Catalan, destacou a importância do Fórum para reunir a cadeia produtiva e reforçar a necessidade do trabalho conjunto para a prevenção. “Eventos como esse são fundamentais para que toda a cadeia produtiva, desde as áreas técnicas, até produtores e agroindústrias estejam atentos ao risco que Santa Catarina sofre e das providências que precisam ser tomadas para que a doença não chegue ao Estado. Segurança nas fronteiras e alerta aos produtores são ações fundamentais”, ressaltou.
O coordenador estadual do Programa de Febre Aftosa, Diego Rodrigo Torres Severo, apresentou as ações que vêm sendo realizadas e as novidades para a prevenção à doença nesta nova fase. “Estamos em estado de alerta para evitar a entrada do vírus por todos os meios. Intensificamos treinamentos, palestras e a conscientização dos produtores para o risco que a febre aftosa representa para a economia de Santa Catarina”, apontou.
Salientou que o Estado tem 63 barreiras sanitárias, conduzidas por 428 auxiliares agropecuários. A equipe conta ainda com 299 médicos veterinários do setor público e privado atuando na área e, no momento, cria novas parcerias para reforçar o trabalho. “Contaremos agora também com a Secretaria de Segurança Pública, que fornecerá toda a tecnologia que possui para que possamos realizar a fiscalização necessária, e com a Defesa Civil e toda a sua experiência, já que a entrada do vírus no Estado é considerada uma emergência sanitária”, destacou.
De acordo com o coordenador, as barreiras fixas também estão realizando trabalho intensificado de desinfecção dos veículos e o número de barreiras móveis está sendo ampliado.
Para Severo, a palavra-chave é a prevenção. “Encerramos o Fórum com um saldo positivo. Com a presença dos técnicos do Icasa, Cidasc e das agroindústrias, vamos conseguir disseminar essa informação que precisa chegar a todos os produtores, para que saibam da importância da prevenção à febre aftosa para a manutenção da zona livre sem vacinação de Santa Catarina”, realçou.
O Fórum foi prestigiado pela vice-governadora Daniela Reinehr e pelo secretário da Agricultura do Estado, Ricardo de Gouvêa. As palestras focalizaram o Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA), além das ações estratégicas do Estado para prevenir a doença e novidades para defesa agropecuária. O evento, realizado no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês, fez parte da programação do 9º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite.
A preocupação para Santa Catarina, que não registra nenhum caso da doença há 26 anos, vem da reação do país à necessidade de atender importantes demandas do mercado internacional. Com o aumento das importações, especialmente por países como a China, que passou a comprar proteína animal em grande quantidade, os outros Estados brasileiros também iniciaram um processo de retirada da vacina da febre aftosa, para pleitear a conquista de um status sanitário como o de Santa Catarina. O fato deixa o Estado em alerta, já que, sem vacinação, o rebanho estaria vulnerável.
O rebanho bovino catarinense é formado por 5 milhões de cabeças de gado. 

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