Ponta do Papagaio está liberada para consumo e comercialização de moluscos
A partir desta sexta-feira (18), a localidade de Ponta do Papagaio, em Palhoça, está liberada para a comercialização e consumo de ostras, mexilhões, berbigões, vieieras e seus produtos, tanto nos costões, quanto beira de praia.
A desinterdição dos cultivos acontece após dois resultados negativos consecutivos, com a demonstração pelas análises de que as concentrações de toxina diarreica nos moluscos bivalves da região estão dentro dos limites de segurança para o consumo humano. As análises são repetidas semanalmente.
Novas interdições
A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anuncia, ainda, a interdição dos cultivos de moluscos das localidades de Fazenda Ganchos de Fora, Calheiros e Canto dos Ganchos, no município de Governador Celso Ramos, devido à presença de toxina diarreica. A partir desta sexta-feira (18) está proibida a retirada, comercialização e o consumo de ostras, mexilhões, berbigões, vieieras e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia.
A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.
Permanecem liberadas para a comercialização e consumo apenas de ostras
Seguem liberadas para a comercialização e o consumo de ostras as localidades de Perequê, Ilha João da Cunha e Araça, no município de Porto Belo. Permanece a interdição para mexilhões, vieiras e berbigões destes locais.
Conforme o gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, ostras e mexilhões se comportam de forma diferente diante das concentrações de algas tóxicas, por isso a desinterdição é parcial. “Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso foi possível a sua liberação antes dos mexilhões”.
Monitoramento constante
Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.
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Paulo Henrique Santhias
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
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