Postado em 19 de Janeiro de 2021 às 16h35

Pandemia: novos tempos, novos hábitos

Para se adaptar à uma nova realidade, muita coisa mudou em 2020. Algumas alterações até nos fazem lembrar o tão comentado termo “novo normal” e ainda permanecerão conosco nos próximos tempos 

Seguir as orientações dos órgãos de saúde, acompanhar os números divulgados na imprensa, proteger a família com medidas de prevenção ao coronavírus. O ano de 2020 trouxe novos costumes para a rotina das pessoas. Fazer compras on-line, organizar reuniões remotas e higienizar os produtos da rua antes de guardá-los em casa já são atitudes unânimes para a maioria das pessoas desde a chegada da pandemia de covid-19 no Brasil. Com o ano de 2021 iniciando, alguns desses hábitos não ficarão para trás, mesmo com a chegada da vacina.
O ensino remoto, que já era uma tendência, passou a ser fundamental na vida dos estudantes, como uma espécie de democratização da educação. Alimentar-se mais em casa e preparar os próprios alimentos também se transformou em rotina, especialmente para aqueles que aproveitaram a pandemia para aprender a cozinhar. E o hábito de se exercitar em casa se tornou tão comum, que salas, quartos e cômodos em geral foram transformados em verdadeiras academias no período de distanciamento social.
Os desafios enfrentados pelas escolas ao longo da pandemia são muitos. Não somente para a rede pública de ensino, mas a rede privada também foi desafiada a dar sentido às aulas remotas. A Rede de Ensino Alfa, por exemplo, com escolas em Santa Catarina e no Paraná, desenvolveu um cronograma detalhado de estudos: aulas síncronas para todos os segmentos e também a Gincana Alfa Consciente. A lista de afazeres incluía videoaulas, indicação de exercícios e atividades lúdicas em geral. O objetivo era reforçar que o período de isolamento não representava férias, pelo contrário, era uma resposta imediata ao que estava acontecendo, mantendo ativa a rotina de aprendizado.
Segundo a diretora da unidade de Chapecó, Eliane Salete Bet Cima, neste ano estamos diante de uma nova Escola adaptada para o pós-pandemia. “Os professores, por exemplo, passarão a competir com eles mesmos, pois muitos alunos se acostumaram com as aulas remotas. Estamos repensando os atrativos para que os estudantes se sintam animados a voltar para a escola física. Isso dependerá de uma nova interpretação da real função da instituição escolar nas nossas vidas. Quem sabe o ensino híbrido e a aplicação de metodologias ativas sejam os grandes aprendizados disso tudo. Acreditamos também que a sociedade declinará aos professores um olhar mais empático. Afinal são eles que movem essa engrenagem fantástica que é a educação escolar”.
Para a diretora adjunta, Arlete Luiza Seibt, ficará para sempre na memória dos alunos as lembranças destes tempos de aulas remotas. Segundo ela, a aprendizagem combinada à junção de diferentes estratégias visando uma educação de melhor qualidade, valorização do tempo com o professor e a autonomia dos alunos no uso de gamificação, plataforma virtual e outras ferramentas serão oportunidades reais, atual e futuramente.
“Somado a tudo isso, percebemos mais união entre coordenação, direção e professores. Todos trabalhando com muita determinação e humildade para que a Escola bata à porta das casas dos nossos alunos todos os dias às 7h15 e seja bem recebida, muitas vezes, despedindo-se somente às 23 horas, quando se desligam os computadores e todos dormem sonhando com o retorno da normalidade”.
            HOBBY E NECESSIDADE
Uma mudança de comportamento das pessoas se destacou nessa pandemia: o hábito de cozinhar em casa. Seja para preparar uma refeição para a família, simplesmente para passar o tempo em casa ou, até mesmo, aprender a cozinhar. Muita gente se desafiou e ainda está se aventurando com as panelas. Estudos apontam que refeições preparadas em casa, com ingredientes mais naturais e frescos, estão associadas com melhora nos indicadores de saúde, controle ou redução de peso corporal e também da pressão arterial, por se consumir menos sal e gordura, se comparado aos produtos ultraprocessados ricos nestes ingredientes.
“Pessoas que preparam refeições em casa costumam comer uma quantidade maior de vegetais e frutas, consequentemente consomem uma quantidade maior e mais variada de nutrientes. Além dos benefícios nutricionais, cozinhar em casa também possui benefícios psicológicos e emocionais, pois são compartilhados bons momentos com familiares e amigos”, analisa a nutricionista do Espaço Viver Bem da Unimed Chapecó, Leirisani Riboli.
Ao cozinhar em casa, é preciso estar atento, primeiramente, à higiene dos alimentos segundo a nutricionista. Lavar os alimentos que vêm embalados e higienizar os vegetais com hipoclorito de sódio é o mais indicado. Os temperos naturais e especiarias são fundamentais para dar sabor e, assim, podem reduzir a utilização do sal. Outro ponto a ser considerado, de acordo com Leirisani, é a quantidade de comida a ser preparada. “Precisamos evitar o desperdício, então devemos calcular antes do preparo qual a quantidade necessária por pessoa ou, se estiver cozinhando as refeições da semana, após o preparo, deve-se separar as porções para congelar. Assim, na hora do consumo é possível descongelar apenas a quantidade necessária”, orienta.
Ela afirma que o ideal é sempre planejar o dia. Pensar com antecedência o que pretende consumir do café da manhã até o jantar. E claro, é preciso aprender a cozinhar. “Não precisa se tornar um chef, mas aprender a fazer o básico. Cozinhar é como ler e escrever, ninguém nasce sabendo, é um aprendizado. Além disso, também precisamos aprender a dividir as tarefas em casa, assim ninguém fica sobrecarregado. A alimentação deve ser responsabilidade de toda a família”, conclui.
MOVENDO-SE EM CASA
Praticar exercícios em casa também passou de tendência a rotina no dia a dia de uma população que se viu “presa” por um isolamento social e que, por conta disso, passou a comer mais e ganhar peso. A falta de tempo, horários de aula que não encaixam com a rotina e preguiça para sair de casa têm feito com que a prática de exercícios físicos domésticos conquiste cada vez mais adeptos. Porém, é necessário um planejamento das atividades e organização da rotina com alguns cuidados conforme orienta o educador físico da Unimed Chapecó, Vinícius Alves.
“Faça uma avaliação médica antes de começar a treinar. Escolha um bom lugar e que lhe permita executar os movimentos com tranquilidade; respeite os horários que dedicará à prática do exercício físico; organize os materiais necessários; conte com ajuda de um profissional de educação física para organizar o treino que melhor se encaixa dentro do seu objetivo e para correções de postura e movimento; respeite o limite do seu corpo”, destaca.
Vinícius alerta ainda que a prática de se exercitar em casa também traz algumas restrições que devem ser consideradas. “Situações de lesão e traumas devem primeiro ser tratadas de acordo com sua gravidade para que não sejam agravadas com o exercício físico e, por fim, avaliar o grau de condicionamento que se encontra para que seja adequado o plano de exercícios físicos com volume e intensidade corretos para o grau de condicionamento”, define o profissional.
 

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