Postado em 21 de Janeiro de 2025 às 09h24

O maior patrimônio dos associados são as feiras

Podcast A casa do empreendedor, número 19, disponível no Youtube.
No que diz respeito às feiras, quando afirmamos que o nosso maior patrimônio são os associados e que o maior patrimônio dos associados são as feiras, é porque as feiras representam um negócio de grande importância para todos nós”, citou o presidente da Associação Comercial, Industrial, Agronegócios e Serviços de Chapecó (ACIC), Helon Rebelatto. Em entrevista para o podcast da entidade “A casa do empreendedor”. Participaram também o diretor executivo institucional e feiras, Fabio Luis Magro, a diretora executiva operacional, Daniele Balestro e o diretor de empreendedorismo da ACIC, Robert Otto, como anfitrião.
Rebelatto enfatizou que foi identificada a necessidade de direcionar maior atenção às feiras, sem comprometer o atendimento aos associados. Essas duas demandas exigem muito da estrutura. Diante disso, foi indispensável criar duas frentes de atuação para atender de forma eficiente: as feiras e os associados.
“Por exemplo, a Mercoagro é a maior feira da América Latina no setor de processamento de carne. Isso não é algo trivial, é um evento de grande porte que acontece a cada dois anos, mas que exige preparação contínua durante esse período. No ano da realização, a atenção se concentra totalmente no evento, com foco especial para que tudo ocorra da melhor forma”, explanou o presidente.
Magro esclareceu a importância do mercado de feiras no Brasil, um dos maiores do mundo e observou que Santa Catarina ocupa a quarta posição nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo ele, o segmento não se limita à realização de eventos, mas tem como foco promover feiras de negócios que gerem resultados concretos. Fábio explicou que, devido à performance alcançada nos últimos anos, houve uma aceleração no processo de consolidação do setor de feiras da ACIC. Essa estruturação foi fundamental para qualificar o atendimento a expositores e visitantes, além de fortalecer a posição de Chapecó como referência em eventos e negócios.
“Eu não sei se a Mercoagro faz parte da vida de Chapecó ou se Chapecó faz parte da vida da Mercoagro. Até então, não existia o segmento metalmecânico na região. Tudo começou de maneira quase despretensiosa. Durante uma edição da Efapi, havia um espaço sobrando e surgiu a ideia de levar máquinas para o evento, com o objetivo de mostrar ao público como são produzidos os alimentos como linguiça, salsicha e outros produtos. Os quatro principais gestores dos frigoríficos da época, junto à coordenação da feira municipal, reuniram cerca de 10 a 12 expositores, o que deu origem à Mercoagro. Desde então, ela cresceu rapidamente, tornando-se um patrimônio valioso”, analisou o diretor executivo.
 Além disso, Magro destacou que a Mercoagro precisa gerar resultados, especialmente para quem expõe, já que são os expositores que sustentam o evento e precisam vender e obter ganhos econômicos. Por isso, eles são considerados os reis, enquanto os visitantes, que precisam ser qualificados, são as rainhas. “Afinal, o sucesso do evento depende do equilíbrio entre os dois públicos.”
O podcast está disponível no canal do YouTube da ACIC e pode ser encontrado por meio do link: https://www.youtube.com/watch?v=3p3KeCCAmXA&t=1282s.

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