Mais sanidade e tecnologia para a cadeia produtiva do leite
Bacia leiteira do Extremo-Oeste conquistou avanços expressivos em sanidade e produtividade com a consultoria do Sebraetec (Foto: Suellen Santin).
A bacia leiteira do Extremo-Oeste conquistou avanços expressivos em sanidade e produtividade com a consultoria do Sebraetec. A atividade está entre as contempladas pelo programa, que atua junto ao poder público para levar assistência tecnológica para micro e pequenas propriedades da região. Durante o Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, os produtores puderam visitar o estande do Sebrae/SC e trocar ideias sobre a cadeia do leite.
Uma das ações que se destaca foi um projeto pioneiro que conquistou, em Itapiranga, o certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose em empreendimentos rurais assessorados pelo Sebraetec. O médico veterinário Valdair Miguel Dahmer explicou que foi realizado um projeto de saneamento em propriedades de bovinocultura leiteira no município para alcançar essa importante certificação.
“Itapiranga se tornou referência no país por ser o município catarinense com mais propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose, um status sanitário que traz confiança do mercado em nosso produto”, ressaltou Dahmer.
De acordo com o consultor do Sebrae, Lazie De Col, os processos de melhorias que levaram à certificação também contribuíram para aprimorar a qualidade do leite e o volume produzido, consequentemente gerando mais ganhos ao produtor. “Temos 42% dos produtores do município certificados e eles são responsáveis por 80% da produção de leite na cidade, um total de 70 milhões de litros por ano”.
A próxima etapa da consultoria é usar softwares e aplicativos para trabalhar a gestão nas propriedades, uma estratégia fundamental para garantir melhores índices de produtividade. Lazie afirma que houve um importante processo de sucessão familiar na região e hoje há muitos jovens, com formação técnica na área, à frente dos empreendimentos rurais, que são abertos às inovações propostas pelo programa. “Se não se mede não se gerencia, então vamos começar a medir a parte financeira, reprodutiva, nutricional, qualidade de leite, manejo vacinal e todos os segmentos que conduzem a cadeia”.
O propósito das ações é aumentar a lucratividade e melhorar a qualidade de vida do produtor. “Cada empreendimento tem uma realidade, os problemas de uns são diferentes dos outros, então quando se tem um diagnóstico preciso, se consegue criar ações focadas na produtividade e, consequentemente, ampliar os resultados financeiros das propriedades”, salientou Lazie.
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