A intérprete de Libras Críssia e o colaborador Daniel em atendimento ao público.
O número de pessoas surdas no Brasil, passa dos dez milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Destes, 2,7 milhões não ouvem nada. A deficiência auditiva é a perda parcial ou total da audição, causada por má-formação genética ou lesão nas estruturas que compõem o aparelho auditivo.
Entre as unidades da Unimed no estado catarinense, a Unimed Chapecó é a primeira a ter uma intérprete de Libras. A comunidade surda da cooperativa médica é composta por pessoas que realizam atividades em diferentes setores como: gestão de contratos, comercial, manutenção, faturamento, entre outros. Um exemplo é o colaborador Daniel Dalmolin, que há mais de um ano ingressou na Unimed Chapecó para trabalhar no setor de gestão de documentos e prontuários como auxiliar administrativo.
Para ajudá-lo durante a integração, a colaboradora Críssia Lorrana Pinto Malbfe, formada em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o acompanhou nas atividades para mediar as conversas e auxiliá-lo com as demandas. “Com a presença da Críssia eu me senti acolhido e à vontade para conversar e esclarecer dúvidas. É muito importante para nós esse cuidado da cooperativa em dar atenção à comunidade surda”, salienta Daniel.
De acordo com a coordenadora do departamento de gestão de pessoas, Aline Fávero, viu-se a necessidade de trazer uma intérprete de Libras para atuar na cooperativa médica com demandas internas e também para auxiliar a comunidade surda que busca atendimento na Unimed Chapecó, seja para consultas médicas ou atendimentos nos diversos setores do complexo hospitalar. “Como já tínhamos uma colaboradora com formação em Libras, abrimos o processo seletivo interno para contratação e, desde julho de 2022, oficialmente temos uma intérprete na Unimed Chapecó”.
Dentro do setor de Sustentabilidade, Críssia é responsável por auxiliar a comunidade surda da cooperativa médica, bem como, atender aqueles que vêm de fora e precisam de apoio nas consultas, no Pronto Atendimento ou apenas buscam informações. Também presta atendimento em eventos e ações das quais os surdos participam por meio da Unimed Chapecó.
“É muito importante ter esse elo entre o surdo e o ouvinte. Eles se sentem acolhidos, com o mesmo direito de expressão. Para a comunidade surda é significativo esse suporte no ambiente de trabalho, sabendo que serão compreendidos pelos demais”, destaca Críssia.
CONHECIMENTO COMPARTILHADO
A Unimed Chapecó também realiza curso de Libras, com duração de aproximadamente um ano, para os colaboradores da cooperativa médica com interesse em aprender a língua de sinais. São três módulos: básico, intermediário e avançado. A primeira turma teve formação em agosto de 2022 e capacitou 15 colaboradores.
Depois da formação é promovido o “Momento Libras” para incentivar a conversação entre aqueles que completaram o curso. “Essa é uma oportunidade de exercitar o que foi aprendido e, para ajudar nesse processo de aperfeiçoamento, tentamos sempre ter a presença de um colaborador surdo durante a conversação, com o intuito de proporcionar o desenvolvimento de cada um na Língua Brasileira de Sinais”, afirma Críssia.
O colaborador Daniel Dalmolin reforça a importância da iniciativa. “É muito emocionante para nós da comunidade surda da Unimed Chapecó acompanhar o desenvolvimento de cada um que faz o curso, mas muito mais do que isso, é poder encontrá-los e conversar normalmente” finaliza.
Críssia Lorrana Pinto Malbfe, intérprete de Libras da Unimed Chapecó, conversando como coladorador Daniel Dalmolin.
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