Postado em 12 de Agosto às 11h14

Hospital Unimed Chapecó chega à marca de 200 cirurgias robóticas

Resultado alcançado em seis meses consolida o serviço e amplia o acesso à tecnologia para pacientes de toda a região

Alcançar os 200 procedimentos é um marco institucional e assistencial, resultado de um trabalho coletivo de todo o corpo médico cirúrgico e das equipes envolvidas. (Foto: Comunicação Interna Unimed Chapecó)

Em seis meses de funcionamento, o Programa de Cirurgia Robótica do Hospital Unimed Chapecó alcançou a marca de 200 procedimentos realizados. O resultado representa um novo marco para a instituição e demonstra a consolidação de um projeto estruturado para oferecer tecnologia, segurança e qualidade assistencial aos pacientes.
          O programa iniciou oficialmente em 20 de janeiro de 2026, após meses de planejamento, preparação das equipes e organização dos processos necessários para a implantação da cirurgia robótica. Desde os primeiros procedimentos, o serviço apresentou evolução expressiva. Nos primeiros 30 dias, foram realizadas 45 cirurgias, volume que colocou o programa em posição de destaque no cenário nacional entre serviços recém-implantados.
          Para o médico cooperado da Unimed Chapecó e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica, Dr. Paulo Caldas, alcançar 200 cirurgias em um período tão curto demonstra a consistência do trabalho desenvolvido desde antes do início das atividades. “Esse é um número muito expressivo para quem acompanha o cenário da cirurgia robótica no Brasil. Desde o início, com um programa estruturado e sólido, tivemos um alto volume de pacientes. É um marco institucional e assistencial, resultado de um trabalho coletivo de todo o corpo médico cirúrgico e das equipes envolvidas no programa”, destaca.
          ATUAÇÃO MULTIDISCIPLINAR
          Um dos diferenciais do Programa de Cirurgia Robótica do Hospital Unimed Chapecó é a participação de diferentes especialidades. Cirurgia oncológica, coloproctologia, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia geral, ginecologia, cirurgia torácica e urologia estão entre as áreas que incorporaram a tecnologia à prática cirúrgica.
          Segundo o Dr. Paulo, em muitos programas, grande parte dos procedimentos robóticos fica concentrada em uma única especialidade. No Hospital Unimed Chapecó, o envolvimento de diferentes equipes médicas ampliou a abrangência assistencial e contribuiu para o crescimento do número de pacientes atendidos.
          A perspectiva para os próximos meses é ampliar ainda mais essa atuação. “Projetamos um crescimento ainda maior, com o envolvimento de mais especialidades e colegas de toda a região. Esse é um dos propósitos do programa, ser uma referência não apenas para Chapecó, mas para uma macrorregião que abrange o Meio-Oeste de Santa Catarina, o Sudoeste do Paraná e o Noroeste do Rio Grande do Sul”, afirma o Dr. Paulo.
          ENGRENAGEM DO CUIDADO
          Para o diretor médico executivo da Unimed Chapecó, Dr. Rodrigo Armani, a marca também representa uma conquista institucional. “São pouco mais de seis meses de um serviço que trouxe benefícios aos pacientes e contribuiu para a evolução da instituição, das equipes médicas da região, do corpo de enfermagem e de toda a equipe técnica. São profissionais que se dedicam, estudam e se capacitam constantemente para oferecer uma medicina cada vez mais moderna e qualificada”, ressalta.
          O médico cooperado da Unimed Chapecó e coordenador do Fluxo Cirúrgico, Dr. Diego Rigotti, destaca que a tecnologia só alcança seu potencial quando está associada à qualificação e ao comprometimento das equipes. “A tecnologia, por si só, não é suficiente. Esse resultado exige o envolvimento da enfermagem, dos técnicos, das equipes médicas de diferentes especialidades e da equipe anestésica. É um trabalho coletivo para disponibilizar em Chapecó uma tecnologia presente nos principais centros de referência”, afirma.
Entre os pacientes atendidos pelo programa estão pessoas submetidas a procedimentos oncológicos. O médico cooperado da Unimed Chapecó e cirurgião oncológico, Dr. Cristiano Vendrame, responsável pela cirurgia de número 200, explica que a plataforma robótica amplia as possibilidades técnicas em determinadas operações. “A robótica permite acessar espaços que costumam ser mais difíceis de abordar pela cirurgia convencional ou laparoscópica. Também oferece recursos que auxiliam na avaliação da vascularização dos tecidos, das drenagens linfáticas e das margens cirúrgicas, o que amplia as informações disponíveis ao cirurgião durante o procedimento”, explica.
          EQUIPES COMPROMETIDAS
          Conforme o gerente assistencial da cooperativa médica, Luciano Coltro, os 200 procedimentos representam muito mais do que um número, eles comprovam a maturidade do modelo de governança construído para sustentar essa tecnologia. "Cada etapa da jornada do paciente, da Central de Materiais ao Centro Cirúrgico, da Farmácia às Unidades de Internação, foi desenhada e é monitorada com rigor, sempre com foco na qualidade e na segurança assistencial. Isso é o que nos permite crescer de forma sólida e sustentável”. Ele complementa que esse resultado fortalece o posicionamento do Hospital como referência regional ao ampliar sua capacidade de atender toda a macrorregião. "Cada cirurgia realizada com excelência é, para nós, um indicador de que a cooperativa está investindo de forma correta em tecnologia, processos e pessoas", destaca.
Segundo a coordenadora de Enfermagem do Fluxo Cirúrgico, Suélem Klein, diferentes setores do Hospital participam diretamente da jornada do paciente, entre eles a Central de Materiais, Centro Cirúrgico, Materiais Especiais, Farmácia, Unidades de Internação e Suprimentos. “O número de procedimentos realizados demonstra que temos um programa sólido, sustentado por processos de qualidade e segurança. São profissionais de enfermagem preparados e comprometidos com a assistência e com a melhor experiência possível para o paciente.”
          A enfermeira assistencial Danusa Becker de Souza complementa que a definição de protocolos e a preparação de uma equipe dedicada ao programa foram fundamentais para a estruturação do serviço. “A enfermagem passou por capacitação durante alguns meses, com treinamentos específicos e protocolos bem definidos. Esse preparo permitiu que a equipe estivesse pronta para atender os pacientes com segurança e qualidade. Para a cooperativa, também é um marco importante disponibilizar na região uma das tecnologias mais avançadas da cirurgia”, afirma.
          Para o Dr. Paulo Caldas, os próximos passos do programa mantêm o paciente no centro do planejamento. “Estamos muito satisfeitos com os resultados, não apenas em relação aos números, mas principalmente pela assistência, pelo cuidado e pelos resultados alcançados com os pacientes, que são a nossa maior prioridade. Esse marco amplia ainda mais a nossa responsabilidade e o compromisso com a qualidade do atendimento”, conclui.

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