Dor generalizada, principalmente nos tendões e nas articulações, acompanhada de fadiga, rigidez corporal, sono não reparador, ansiedade, depressão e alterações intestinais, de memória e de humor são sintomas da fibromialgia, uma das doenças reumatológicas mais frequentes. Outro indicativo é a sensibilidade ao toque com compressão da musculatura, por isso muitos pacientes não suportam serem agarrados ou até mesmo abraçados. Pessoas mais tensas, sedentárias e com estilo de vida agitado são as mais propensas a desenvolver a doença.
“Os sintomas podem iniciar após um trauma físico, uma cirurgia, uma infecção ou uma tensão psicológica significativa. Estudos evidenciam que os níveis baixos de serotonina, desequilíbrios hormonais, tensão e estresse também estão envolvidos no aparecimento da doença. Contudo, em alguns casos não é possível determinar os fatores geradores. Na maioria das vezes o paciente não consegue definir quando começou a sentir dor e se foi localizada e depois se generalizou ou se começou em todo o corpo” explica o médico ortopedista e traumatologista, Joaquim Reichmann.
A doença se manifesta com dores localizadas em vários pontos do corpo, espontaneamente, ou por meio de simples compressão local. Os pontos musculares são os mais sensíveis, predominando pescoço, costas, braços e coxas. “Estes pontos podem doer após a prática de exercício físico, durante a noite interrompendo o sono, em situações de tensão e angústia ou até mesmo durante repousos prolongados. A dor é intensa e pode ser incapacitante, porém não provoca inflamações ou deformidades físicas”, esclarece.
O médico explica que a fibromialgia, também chamada de fibrose, é bastante complexa, e tem merecido especial atenção devido à sua alta incidência na população, principalmente entre as mulheres no período próximo da menopausa. De cada dez pacientes com fibromialgia, sete são mulheres.
Reichmann lembra que pessoas com este tipo de enfermidade precisam adequar-se a um estilo de vida mais tranquilo e equilibrado, que envolve a prática de esportes e, principalmente evitar a automedicação – um problema sério para quem sofre de fibromialgia. “Se o tratamento é prescrito para um paciente, ele jamais deve ser utilizado por outra pessoa, pois cada caso é um caso e somente o especialista saberá indicar o tratamento ideal para os sinais e sintomas de cada paciente", complementa.
O tratamento exige intervenção de profissionais como fisioterapeutas, fisiatras, entre outros. De acordo com Reichmann, o tratamento para a fibromialgia é feito com relaxante muscular, analgésicos, antiinflamatórios e antidepressivos. A prática da fisioterapia também é uma forma de tratamento eficaz. Com o tratamento fisioterápico é realizado a termoterapia, por meio do ultrassom, Tens (transcutaneous eletric nerve stimulation) e ondas curtas.
É usada também, a cinesioterapia que consiste de alguns tipos de ginástica, além de uma orientação de reeducação da postura. O médico explica ainda que a palavra polimialgia, isoladamente, apenas indica dor em vários grupos musculares, sem caracterizar uma doença em especial.
Ainda entre as recomendações aos pacientes estão: evitar carregar pesos, afastar-se de situações que elevem o nível de estresse, eliminar perturbações do sono (luz, barulho, temperatura desagradável), procurar posições confortáveis quando permanecer sentado muito tempo e realizar exercícios físicos regulamente.
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