FERROVIAS: Engajamento do empresariado e envolvimento do setor político
Colaboração entre diferentes setores garante avanços nos projetos ferroviários no sul do Brasil
Para que os trilhos ganhem espaço e forma é preciso que as atitudes da iniciativa privada tenham eco no setor político
"A evolução dos projetos se dá significativamente pelo aumento do interesse e envolvimento político," pontuou o diretor de ferrovias da ACIC, Lenoir Broch. As últimas ações promovidas pelo Movimento Pró-Ferrovias engajaram o empresariado e o poder público. Para que os trilhos ganhem espaço e forma é preciso que as atitudes da iniciativa privada tenham eco no setor político. A união de entidades catarinenses – Sindicarne/Acav, ACIC, CEC, Faesc, Fiesc, Facisc e Ocesc, junto com a ABPA – criou o grupo de trabalho Movimento Pró-Ferrovias que custeou o estudo de viabilidade econômica, técnica e ambiental para demonstrar a racionalidade e a necessidade de ferrovias. “O interesse da iniciativa privada, por si só, não é suficiente. É fundamental que a classe política também se envolva, pois são nossos representantes. Mesmo que tenham opiniões diferentes, eles precisam decidir conforme as necessidades da população. Esta obra é indispensável, e é por isso que temos visto um aumento significativo na participação comunitária. Consequentemente, o projeto tem ganhado forma e importância, destacando-se ainda mais no sul do Brasil”, ressaltou o diretor. Broch relatou que foram promovidas audiências públicas como na Câmara de Vereadores de Concórdia, em Joaçaba e na Assembleia Legislativa do Estado, promovida pela Comissão de Logística, presidida pelo deputado estadual Antidio Lunelli. “Nessas audiências, apresentamos informações sobre a ferrovia Chapecó (SC)/Correia Pinto (SC) e também discutimos a ferrovia de Chapecó (SC)/ Maracaju (MS). Conversei com o coordenador do projeto de ferrovias no Paraná, Luiz Henrique Fagundes, ele me informou que, do ponto de vista ambiental, as ações estão progredindo bem. O estudo solicitado pela Funai para as 25 comunidades indígenas, inicialmente previsto para ser concluído em nove a 12 meses, está avançado e provavelmente será finalizado antes do prazo planejado”, explicou Broch. Ainda mencionou que o diálogo e a colaboração entre diferentes setores da sociedade contribuem para a redução de resistências e conflitos, facilitando a implementação. O diretor reconheceu também o apoio do Ministério dos Transportes ao Movimento Pró-Ferrovias. “O ministério já considera as ferrovias uma necessidade em âmbito nacional. A ferrovia deixa de ser simplesmente um sonho para se transformar em realidade nos projetos em andamento. A mudança na lei, permitindo a exploração das ferrovias, trouxe uma nova realidade para a logística. Assim, o transporte de longa distância pode ser explorado por empresas ou investidores interessados. O Ministério dos Transportes vê isso com bons olhos. Inclusive, tivemos a visita do ministro dos Transportes aqui no início de junho, em Chapecó, e conversamos com ele a respeito.” O apoio do ministério é informal, ou seja, não há recursos específicos disponibilizados para investimentos, mas há uma aposta na viabilidade do projeto por parte da iniciativa privada.
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