Falta de chuvas mantém agropecuária catarinense em alerta
Vice-presidente da FAESC, Enori Barbieri, comenta prejuízos da estiagem para a safra de grãos e para a produção e leite
Vice-presidente da FAESC, Enori Barbieri
A falta de chuva em Santa Catarina mantém a preocupação do setor agropecuário no Estado. Nas regiões oeste, meio oeste e extremo oeste, as mais prejudicadas, o acumulado na maior parte dos municípios no mês de outubro somou apenas 40 milímetros, bem abaixo do normal para o período – entre 180mm a 200mm, de acordo com dados da Epagri/Ciram. O déficit hídrico, segundo o órgão oficial do Estado, já ultrapassa 700 milímetros neste ano.
Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), a falta de umidade no solo prejudicou a germinação das sementes de milho e soja já plantadas e danificou as pastagens para alimentar o gado leiteiro. A pouca chuva que caiu nos últimos dias não chegou a penetrar dois centímetros no solo, o que mantém o atraso no plantio do milho e da soja e a preocupação dos produtores.
O alerta do setor é respaldado pelas previsões da Epagri/Ciram. De acordo com o órgão, não há chuvas intensas previstas para novembro e dezembro e o fenômeno La Niña pode se intensificar até maio do ano que vem no Estado, alterando a distribuição de calor, concentração de chuvas e a formação de secas.
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