Emergências obstétricas são abordadas em curso na Unimed Chapecó
Curso de Suporte Avançado de Vida em Obstetrícia (ALSO), nas dependências da Unimed Chapecó.
Capacitar os profissionais atuantes na cooperativa, com o objetivo de qualificar ainda mais a assistência prestada ao cliente Unimed, com base em protocolos de segurança. Esse é um dos propósitos do Centro de Educação Continuada da Unimed Chapecó, o qual promoveu, no último fim de semana, o Curso de Suporte Avançado de Vida em Obstetrícia (ALSO), nas dependências do complexo. Participaram da capacitação 31 profissionais integrantes da equipe multiprofissional, entre eles médicos, enfermeiros e residentes.
O ALSO Brasil é um programa educacional, desenvolvido em 1991 pela Universidade de Wisconsin (EUA) e administrado pela Academia Americana de Médicos de Família (AAFP), referência mundial de melhoria e uniformização da assistência multidisciplinar materna, para aperfeiçoar os resultados do uso do risco obstétrico, das urgências e emergências maternas.
O curso é composto por uma discussão e revisão teórica dos principais aspectos de urgência e emergência obstétricas e também pela imersão dos participantes em estações práticas, as quais envolvem: vivência, caso clínico, montagem de cenário com manequins e materiais práticos que corroboram para a discussão clínica junto aos instrutores ALSO. Alguns dos temas que podem ser citados são: assistência obstétrica segura, complicações do 1º trimestre da gestação, hemorragias, hipertensão e pré-eclâmpsia, reanimação materna, trabalho de parto prematuro, distocia e sepse.
A iniciativa também possibilitou o debate sobre meios para melhorar o atendimento de urgências e emergências obstétricas, auxiliando na normatização das técnicas. A enfermeira supervisora da Maternidade e do Centro Obstétrico, Suelen Sinara Schmidt, destacou que a Unimed Chapecó atende pacientes de alto risco de toda sua região de abrangência, pois é referência em obstetrícia. “Esse curso renomado internacionalmente veio para agregar conhecimentos, habilidades técnicas e manejos de situações de emergência para aplicar na prática cotidiana embasadas em evidências científicas e práticas seguras”, comentou.
O ginecologista, obstetra e coordenador médico do Centro Obstétrico da Unimed Chapecó, Dr. Raulério de Campos Papini, enalteceu a importância dos profissionais se manterem atualizados para proporcionar segurança aos pacientes e prestar o melhor atendimento, com base em evidências científicas. “Medicina não é matemática, ela se atualiza constantemente e as técnicas mudam a partir de estatísticas e da literatura, que indicam o que há de mais atual e eficaz nos tratamentos, principalmente, os de urgência e emergência”, ressaltou.
De acordo com o especialista os casos de gravidez de alto risco e emergências obstétricas têm aumentado mundialmente, por diversos fatores, a exemplo de acesso facilitado aos exames, mais diagnósticos e novas técnicas. “Esses elementos também estão interligados com os comportamentos da mulher atual, que opta por engravidar mais tarde, e ao crescimento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão”, explicou o médico.
Entre as situações de risco para gestantes, Dr. Raulério, enfatizou o abortamento, gravidez ectópica (fora do útero), gravidez molar (tumor benigno que se desenvolve no útero como resultado de uma gestação não viável), doença trofoblástica gestacional, hipertensão na gestação, sangramentos decorrentes de implantação anormais da placenta e diabetes.
Para a ginecologista e obstetra, Dra. Elis Margot Biasuz, a atualização é muito importante porque existem vários protocolos e diversas situações de emergências das quais os profissionais precisam estar habituados e preparados para atuar prontamente para salvar a vida do paciente. “Precisamos recapitular esses protocolos e essas técnicas para estarmos aptos para agir em uma situação grave. O médico precisa dessa constante renovação porque os recursos mudam e as tecnologias são melhoradas, então, precisamos estar por dentro para oferecer o melhor para nosso paciente”, expôs.
Dra. Elis comentou que a gestante pertence a um grupo específico, que requer cuidados especiais e diferenciados no comparativo de um adulto normal. “O médico precisa compreender esse momento da mulher para atendê-la com empatia e demostrar segurança nos procedimentos que serão realizados”, finalizou.
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