Postado em 20 de Março às 11h00

Dia Mundial da Síndrome de Down reforça o papel da informação e do cuidado

Unimed Chapecó destaca a importância do acompanhamento multiprofissional, considerando as diferentes manifestações da condição genética 
O acompanhamento com diferentes profissionais contribui diretamente para o desenvolvimento das habilidades e para o bem-estar das pessoas com a síndrome
 
 
 
Celebrado em 21 de março, o Dia Mundial da Síndrome de Down convida à reflexão sobre a importância da informação, do respeito e da inclusão. Essa condição genética acontece quando a pessoa nasce com um cromossomo a mais. Em vez de dois cromossomos 21, como é comum, ela possui três. Isso pode influenciar o desenvolvimento físico e intelectual, mas se manifesta de forma única em cada indivíduo.
O médico geneticista e cooperado da Unimed Chapecó, Dr. Ali Hasan, explica que essa alteração pode se manifestar de várias formas. “As pessoas com Síndrome de Down podem apresentar características diferentes entre si, porque a condição afeta o organismo de maneiras variadas. Isso significa que cada pessoa pode ter necessidades específicas, envolvendo, por exemplo, o coração, a tireoide, o sistema digestivo ou o desenvolvimento neurológico”, destaca.
Na prática, isso quer dizer que algumas pessoas podem precisar de mais acompanhamento médico, enquanto outras terão menos complicações. Por isso, o diagnóstico e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença ao longo da vida.
DIAGNÓSTICO
A identificação da Síndrome pode ocorrer ainda durante a gestação ou após o nascimento. Durante o pré-natal, exames de imagem, como a ultrassonografia, podem levantar suspeitas. Alguns sinais, como alterações no desenvolvimento do bebê, indicam a necessidade de exames complementares. Entre eles, está o teste genético não invasivo (NIPT), feito a partir do sangue da mãe, e exames mais específicos que analisam o material genético do bebê.
Após o nascimento, o diagnóstico costuma ser feito pela observação das características da criança e confirmado por um exame chamado cariótipo, que analisa os cromossomos.
Segundo o médico geneticista, com o avanço da medicina e das terapias, pessoas com Síndrome de Down podem ter cada vez mais qualidade de vida e autonomia. O acompanhamento com diferentes profissionais da saúde contribui diretamente para o desenvolvimento das habilidades e para o bem-estar.
CUIDADO ESPECIALIZADO E ACOLHEDOR
Com o compromisso de ampliar o cuidado e oferecer suporte completo às famílias, a Unimed Chapecó estruturou o Centro de Terapias – Espaço Pertencer. O espaço foi idealizado para atender, de forma integral, pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento, incluindo a Síndrome de Down.
No local, são oferecidos serviços como terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, entre outros. O Centro de Terapias é um ambiente acolhedor e preparado para respeitar as necessidades de cada criança, com uma equipe multiprofissional dedicada a acompanhar cada etapa do desenvolvimento.
INCLUSÃO E RESPEITO
No Dia Mundial da Síndrome de Down, a principal mensagem é de respeito, inclusão e valorização da diversidade. O Dr. Ali enfatiza que, por trás de cada pessoa com síndrome de Down, existe uma história única, cheia de possibilidades, conquistas e muito amor. “É fundamental que a sociedade esteja preparada para acolher, respeitar e garantir oportunidades para todos”, finaliza.
 

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