Como as missões empresariais ampliam a competitividade das empresas
As missões empresariais promovidas pela ACIC aproximam empresários de mercados estratégicos, aceleram processos de internacionalização e criam oportunidades de negócios, inovação e desenvolvimento.
Missão para o Paraguay.
Em um mercado cada vez mais conectado, conhecer novos países deixou de ser apenas uma oportunidade de expansão comercial para se tornar uma estratégia de competitividade. As missões empresariais promovidas pela ACIC de Chapecó aproximam empresários de ecossistemas de inovação, cadeias produtivas internacionais e mercados estratégicos, permitindo que tendências, tecnologias e oportunidades sejam vivenciadas além das telas e das videoconferências. Mais do que viagens técnicas, essas experiências conectam Chapecó ao mundo e ajudam empresas a ampliar horizontes, construir relacionamentos e acelerar processos de internacionalização.
As missões são planejadas para proporcionar contato direto com ambientes de inovação, cadeias produtivas, potenciais parceiros comerciais e diferentes culturas empresariais. O objetivo é permitir que os participantes conheçam, na prática, modelos de gestão, tecnologias, processos produtivos e tendências capazes de gerar impactos positivos em seus próprios negócios.
Para o segundo vice-presidente da ACIC, Carlos Martinelli, a principal diferença entre uma viagem convencional e uma missão empresarial está nas conexões construídas ao longo da experiência. “Hoje muita gente acredita que encontra tudo pela internet. Mas é diferente quando você está frente a frente com as pessoas. Viajar em grupo abre uma porta chamada networking. Muitas vezes surgem negócios entre os próprios participantes da missão, porque um empresário descobre que o outro já possui soluções que ele buscava em outros mercados”, afirma.
Segundo Martinelli, as missões também promovem um ambiente favorável à troca de experiências sobre gestão, inovação e desafios empresariais. "Nem sempre o maior aprendizado está na visita técnica. Muitas vezes ele acontece durante uma conversa, no deslocamento ou em um café. É nesse ambiente que surgem ideias, parcerias e soluções para problemas que diversos empresários enfrentam diariamente", observa.
O diretor de Comércio Exterior da ACIC, Roque Edson Schöninger, observa que as missões empresariais vão muito além da prospecção de fornecedores ou da busca por novas tecnologias. O principal objetivo é criar conexões duradouras entre empresários, mercados e culturas diferentes. “As missões permitem construir pontes lá fora. Não se trata apenas de levar produtos ou trazer tecnologia para a nossa região, mas de estabelecer relacionamentos, conhecer pessoas e entender como outros mercados funcionam. Quando o empresário vivencia outra cultura, amplia sua visão de negócio e passa a enxergar oportunidades que dificilmente perceberia apenas à distância.”
Como parte dessa estratégia de internacionalização, a ACIC realizou, em 2025, a primeira edição do Chapecó Day, na Romênia. A iniciativa foi criada para apresentar o potencial econômico do município a empresários, investidores e instituições internacionais, fortalecendo a imagem de Chapecó como um polo de negócios, inovação e desenvolvimento. De acordo com Roque Schöninger, o projeto nasceu com o propósito de ampliar as conexões internacionais da região. “O Chapecó Day foi pensado para levar informações sobre a nossa cidade, apresentar o potencial dos nossos empresários e mostrar que Chapecó vai muito além do comércio exterior. Queremos divulgar nossas oportunidades em áreas como turismo, tecnologia, inovação, educação e desenvolvimento econômico para cidades estratégicas que possam estabelecer parcerias conosco.”
Para o cônsul honorário da Romênia em Santa Catarina, Edson Roberto Dreher, conhecer um mercado internacional exige mais do que pesquisar fornecedores ou realizar reuniões virtuais. É necessário compreender a cultura, criar confiança e desenvolver relacionamentos. “Cada país tem sua forma de fazer negócios. Isso não acontece pela internet, por e-mails ou videoconferências. É preciso estar presente, entender a cultura, conversar e construir confiança. O relacionamento continua sendo um dos principais ativos para quem deseja internacionalizar sua empresa”, diz.
Dreher ressalta que esse processo vai muito além das negociações comerciais, as missões ampliam a visão estratégica dos empresários e estimulam novas formas de enxergar os próprios negócios. “Você volta diferente. Toda conversa gera aprendizado. O café, o deslocamento, o contato com empresários e com outras culturas ampliam horizontes e fazem o empreendedor enxergar oportunidades que dificilmente perceberia permanecendo apenas na rotina da empresa”, enfatiza.
Destinos estratégicos 2026
A programação de 2026 contempla duas missões voltadas a perfis distintos de negócios.
A primeira será realizada entre 10 e 24 de outubro, com destino a Hong Kong e China. O roteiro inclui participação na Hong Kong Electronics Fair, na Canton Fair, considerada uma das maiores feiras multissetoriais do mundo, além de visitas ao mercado atacadista de Yiwu. A missão foi estruturada para empresários interessados em tecnologia, inovação, indústria, máquinas, equipamentos, fornecedores e novos modelos de negócios.
Já entre os dias 11 e 13 de novembro, empresários participarão da Expo Paraguay Brasil, um dos principais encontros de negócios entre os dois países. O evento reúne mais de 12 mil visitantes, cerca de 400 expositores, rodadas de negócios, painéis setoriais e encontros de matchmaking empresarial, além de apresentar oportunidades relacionadas ao Regime de Maquila, logística, energia e expansão de negócios no Mercosul.
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