Postado em 09 de Maio às 17h41

Interleite Sul 2019: tecnologia aliada a sistemas de produção leiteira

Painel trouxe conceitos de investimentos inovadores para o setor

O mercado de lácteos, no Brasil, se alterna entre períodos de excesso de oferta e preços altos que não repõem os custos de produção com épocas de escassez e preços elevados. O leite deixou de ser uma atividade secundária e passou a ser uma das principais geradoras de renda para o produtor catarinense em razão da conjugação de vários fatores que tornaram o Estado o quarto maior produtor nacional, entre eles a adoção de sistemas eficientes de produção e a profissionalização dos criadores.
No segundo dia do Interleite Sul 2019, que ocorreu no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, o engenheiro agrônomo e consultor da empresa Composta Consultoria, Juliano Alarcon, conhecido como Doutor Pastagem,explanou sobre “Como investir com resultado econômico no leite?”. O principal ponto abordado durante o painel foi “de onde vem o salto da produção leiteira para o Sul do País”.
Sabe-se que em cada propriedade há um sistema único de produção e, deste modo, a uniformização não se torna viável. O engenheiro agrônomo explicou que para um produtor obter lucro na produção leiteira é necessário trabalhar com conceitos de investimentos específicos para cada propriedade. “Em parceria com a Embrapa trabalhamos nos conceitos universais de sucesso da atividade para o produtor, mas para que esse sucesso se efetive é necessário identificar onde o produtor se encontra e quais as possibilidades de investimentos futuros”, destacou.
 A região Sul produz mais leite do que a Argentina, mas não era assim: no ano de 2000, produzia só a metade! O crescimento consistente ocorre pela utilização de novas tecnologias no campo contribuem no aumento da produção leiteira, seja em grandes, médias ou pequenas propriedades. Ainda, a busca de conhecimento e informações dos produtores sobre como aplicar novos sistemas, colabora para os bons resultados.
Um exemplo de sistema de produção é o Compost Barn, que consiste na criação intensiva de bovinos, com o intuito de melhorar o conforto e bem-estar animal, proporcionando melhorias na produção. “Existem produtores com remuneração de capital de 7% a 20% ao ano, mas ainda assim estamos longe do ponto máximo do Compost”. Alarcon reforçou que é preciso vencer a crença de que o leite não é uma atividade lucrativa, pelo contrário, ele pode ser uma das principais atividades rurais que geram lucro, mas para isso é necessário que o produtor busque conhecimento e aplique os sistemas com foco no resultado.
Para as estudantes do curso de veterinária, Poliana Cesar e Micheli Couto da Silva, que participaram pela primeira vez do Interleite Sul 2019, o seminário é uma oportunidade de estar em contato com renomados profissionais da área e grandes produtores rurais. “Ver que o produtor está envolvido com o seminário e em busca de conhecimento, com certeza os motiva a otimizar sua produção”, ressaltou Micheli. Para a estudante Poliana, o papel da mulher no campo é cada vez mais forte e visível. “Todo conhecimento adquirido no Interleite é importante para colocarmos em prática na administração da propriedade”, concluiu.
REALIZAÇÃO
Na 9ª edição da Inteleite Sul 2019 – considerado o mais qualificado e respeitado seminário técnico do setor – foram abordados temas da atualidade econômica, científica e mercadológica. O evento que reuniu cerca de 700 pessoas foi uma iniciativa da AgriPoint e teve como patrocinadores diamante a Lac Lélo, Piracanjuba e Syngenta. O patrocínio platina é da Ceva, Hipra, Lely, Orde Milk, Pioneer, Sementes Adriana e Vetoquinol.
O apoio foi da Mais Leite, Prefeitura de Chapecó, Grupo Apoiar, Viva Lácteos, Transpondo, Sindicato Rural de Chapecó, Udesc, Mundo do Leite, Intecsol, Balde Branco, Agro e Negócios, Chapecó e Região Convention Visitors Bureau e Emater/RS. 

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