Empreendedor de Chapecó deixou o salário fixo, apostou no próprio negócio e encontrou na capacidade de se reinventar o caminho para ampliar renda e patrimônio
Júnior Geremia é MEI e administra seu negócio de fretes e mudanças em Chapecó (Keli Magri/MB Comunicação).
Trocar a segurança de um salário fixo pelas incertezas de um negócio próprio exige coragem. Para Júnior Geremia, de Chapecó, a decisão também nasceu de uma inquietação: ele queria construir algo que pudesse chamar de seu e enxergava no empreendedorismo a possibilidade de ampliar a renda da família. Em 2014, deixou para trás a rotina de escritório e, ao lado da esposa, Ivani, deu início a uma trajetória que já atravessou diferentes atividades e transformações.
Até aquele momento, a experiência profissional de Júnior estava concentrada nas áreas de Recursos Humanos e administrativa de empresas. O salário, na época, girava em torno de R$ 2 mil mensais. A vontade de mudar fez com que ele apostasse justamente esse valor no primeiro negócio.
“Eu peguei meu acerto, na época R$ 2 mil, e dei na mão da minha mulher: ‘transforma esse dinheiro’. Ela viajou, comprou os R$ 2 mil em roupas e, em uma semana, transformamos em R$ 6 mil, vendendo de porta em porta”, recorda.
A experiência mostrou ao casal que havia espaço para crescer. Primeiro, abriram uma loja de roupas em casa. Depois, com o avanço das vendas, investiram em um ponto no camelódromo, no centro de Chapecó. O comércio sustentou a família por oito anos e ajudou a construir o patrimônio de Júnior e Ivani, pais de Luana, de 34 anos, Alana, de 29, e Grégory, de 18.
Foi durante essa fase que uma fornecedora apresentou ao casal a Credioeste. O contato abriu caminho para uma parceria que acompanharia diferentes momentos da trajetória empresarial da família. A primeira operação de crédito ocorreu em 2017, para a compra de mercadorias. Desde então, foram outras 17 operações destinadas a capital de giro, reformas, ampliações e aquisição de estoque.
Para Júnior, além das condições de crédito, o relacionamento próximo tornou-se decisivo para manter a parceria ao longo dos anos. “A taxa de juros é menor, o atendimento é ágil e prático e a facilidade é maior, sem burocracias. Vimos na Credioeste um incentivo, uma ajuda para dar o giro e manter o nosso negócio. Não tivemos em outra instituição uma ajuda como tivemos na Credioeste”, afirma.
Em um cenário em que os serviços financeiros avançam cada vez mais para os canais digitais, ele destaca o valor do contato pessoal. “Os bancos estão cada vez mais digitais, o que reduz a humanização e o contato. A gente gosta do atendimento presencial, de olhar no rosto, de se sentir acolhido. Esse atendimento é o diferencial da Credioeste.”
Hora de mudar novamente
A capacidade de reconhecer a hora de mudar também faz parte da história do casal. No período pós-pandemia, com novos hábitos de consumo e o fortalecimento das vendas digitais, Júnior e Ivani perceberam que manter a loja física já não oferecia as mesmas perspectivas.
Em vez de insistir em um modelo que perdia espaço, decidiram redirecionar os investimentos. Mais uma vez, recorreram ao crédito da Credioeste. O casal passou a investir em imóveis para locação e adquiriu um caminhão para trabalhar com fretes.
Hoje, a dinâmica é diferente daquela dos tempos da loja, mas o negócio continua essencialmente familiar. Júnior trabalha com os fretes, enquanto Ivani organiza a agenda do marido e administra a locação de três imóveis. A mudança também trouxe mais tempo para a família. Quando olha para 2014 e para a decisão de abandonar o escritório, Júnior não hesita ao avaliar a escolha.
“Valeu a pena. Por mais que durante muitos anos a gente tenha trabalhado de segunda a segunda, ganhávamos mais e conseguíamos investir no que era nosso. Hoje temos uma renda melhor e mais tempo pra nós.”
Crédito precisa ter destino
Depois de mais de uma década como empreendedor, Júnior desenvolveu uma regra própria para orientar cada novo passo: dinheiro emprestado precisa estar associado a um objetivo capaz de gerar retorno. Para ele, crédito sem planejamento pode se transformar em peso; com estratégia, pode funcionar como instrumento para ampliar patrimônio e renda.
“Se você não tem um objetivo claro, que é um investimento, o recurso que pegar vai virar apenas dívida. Investir é transformar o recurso em mais renda. É preciso ter visão, pé no chão, planejar e correr atrás”, resume.
Essa lógica também orientou os investimentos mais recentes. Agora, depois de anos dedicados ao comércio e de uma nova fase no setor de fretes e locações, o casal olha para o futuro. “O nosso último investimento foi pensando na aposentadoria, em criar uma renda fixa para envelhecer melhor”, destaca Júnior.
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