Postado em 05 de Junho às 17h25

Melhorias na gestão empresarial promove crescimento seguro e competitivo

Empresas associadas à Deatec participaram do Programa Excelência da Gestão (PEG)

Mais maturidade na tomada de decisões, melhorias no desenvolvimento de sistemas e aplicação de novas ferramentas para gestão são alguns dos resultados obtidos pelas empresas que participaram do Programa Excelência da Gestão (PEG), disseminado em Santa Catarina pelo Movimento Catarinense pela Excelência (Excelência SC). Por meio do programa, as empresas implantam o Modelo de Excelência da Gestão (MEG). Uma parceria da Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec) com o Excelência SC possibilitou que organizações de Chapecó e região participassem do programa.
A aplicação do projeto iniciou em abril do ano passado. A primeira etapa contou com uma análise empresarial, no qual cada empresa realizou um autodiagnóstico, recebeu uma visita técnica para sua validação e um relatório de adequação ao MEG, contendo exemplos de práticas para adequarem em suas organizações. A fase seguinte foi a elaboração do Plano de Melhoria da Gestão, quando os participantes fizeram um plano de implantação das práticas em suas organizações.
Também foram realizados dois workshops, um de planejamento estratégico e outro de gestão de processos, ambos alinhados aos Fundamentos da Gestão para Excelência, Liderança Transformadora e Orientação por Processos, respectivamente. Nos encontros, os participantes receberam orientações de como realizar esses processos gerenciais com excelência. A última etapa, ainda em andamento em algumas empresas, é o acompanhamento, com visitas para orientar a implantação do MEG, sanar dúvidas e levar novas práticas para implantação.
Os temas trabalhados desde o início do programa foram os oito Fundamentos da Gestão para Excelência, que revelam padrões culturais internalizados nas organizações de classe mundial e reconhecidos internacionalmente: Pensamento Sistêmico, Compromisso com as Partes Interessadas, Aprendizado Organizacional e Inovação, Adaptabilidade, Liderança Transformadora, Desenvolvimento Sustentável, Orientação por Processos e Geração de Valor.
De acordo com a especialista do Excelência SC, Larissa Raiser, o programa tem como principal foco o amadurecimento da gestão com a busca pela excelência. Para Larissa, o maior desafio das organizações é atingir a excelência na gestão. “Todas têm suas culturas e, quando passam a utilizar o MEG em suas práticas, aparece o desafio cultura da adequação aos fundamentos da gestão para excelência”, avaliou acrescentando que os pontos fortes foram a participação com mais de uma pessoa por empresa, a utilização dos conceitos do MEG na prática e novos olhares para a gestão.
RESULTADOS POSITIVOS
A ALT Telecom, de Chapecó, foi uma das participantes do programa. De acordo com o assessor jurídico da empresa, Fernando Mangold, o objetivo era conhecer e aplicar as melhores práticas de gestão que deram certo em outras organizações renomadas. Entre os desafios, ele citou, inicialmente, conseguir fazer com que os gestores e diretores parassem um pouco com as rotinas de atividades para pensar em gestão e, depois, conseguir aplicar as práticas no dia a dia da empresa. “O resultado é uma melhor maturidade sobre quais ações são importantes e precisam ser tomadas com maior urgência”, frisou Mangold.
Preparar a empresa para um crescimento sustentável, mantendo a competitividade no mercado foi o motivo que levou a Inviolável, de Chapecó, a participar do programa. Para o gerente administrativo, Ismael Fossá, os principais desafios foram instigar nas pessoas a necessidade da melhoria contínua dos processos e promover o engajamento da equipe. “Aprimoramos o desenvolvimento sistêmico, melhoramos o desenvolvimento dos processos internos e começamos a aplicar novas ferramentas para a gestão”, relatou Fossá.
Para o presidente da Deatec, André Telöcken, a participação dos associados demonstra que os empresários estão conectados com as necessidades do mercado e em busca de melhorias para os negócios. “Utilizar um modelo de gestão de confiança, com o respaldo de entidades reconhecidas, proporciona a identificação de pontos fortes e oportunidades de melhoria e o aprimoramento dos processos internos, dando maior segurança para a tomada de decisões”, realçou.
Participam do programa as empresas associadas: ATSLOG, Acessoline, Inova Soluções Tecnológicas, Interline, Interfoc, Inviolável, Messtechnik, Multisoftware, Optidata e Patrimonial.
            Crescer com segurança e competitividade
            larissa enfatizou que o amadurecimento da gestão, proporcionado pelo uso do Modelo de Excelência da Gestão, tem como benefícios a promoção da visão sistêmica interna, foco em resultados, comprometimento das pessoas e aumento da competitividade. “Isso motiva a empresa a crescer com segurança e estar à frente no mercado em que atua, analisando não somente seus resultados, mas, sim, comparando-os com empresas de referência, o que dá segurança de atuação e aumento de resultados”.
A Revista Classe Mundial, publicação anual da FNQ, traz uma reportagem sobre estudo realizado pela Serasa Experian, a pedido da FNQ. A pesquisa apresenta a evolução financeira de 245 empresas usuárias do Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), no período de 2000 a 2012.  A análise foi feita a partir dos demonstrativos financeiros dessas empresas comparando com outras dos mesmos setores de atuação.
O percentual da Margem Ebitda (lucro da empresa, desconsiderando juros, impostos, depreciação e amortização) sobre o faturamento líquido das empresas mostra que na área de serviço, as usuárias do MEG apresentam índice de 19,7% enquanto as organizações do mesmo setor, 17,1%. Na indústria, as usuárias do MEG mantêm desempenho acima do segmento nos últimos 12 anos. Em 2012, o índice da Margem Ebitda da indústria foi de 23,6% para as usuárias, contra 12,5% do setor.

O estudo também revelou que as usuárias do MEG investem acima da média do mercado. O indicador da média de investimentos sobre o faturamento líquido nos últimos 12 anos no segmento de Serviços foi de 14,1% para usuárias do MEG e 11,9% para empresas do setor. Na indústria, a média das usuárias foi de 12,4% e, do setor, 7,4%. Outro destaque no estudo mostra que, na evolução do faturamento no setor do comércio, as usuárias do MEG estão 17,5% acima da mostra do setor.

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