Postado em 08 de Julho às 17h15

ACIC cobrará ações práticas como resultado de reunião do Fórum Parlamentar Catarinense

“Esperamos que o resultado final do encontro se resuma em obras e ações práticas para o Oeste”. Essa é a avaliação do presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Cidnei Barozzi, sobre a reunião do Fórum Parlamentar Catarinense, realizado em Chapecó na última semana, quando foram discutidas antigas demandas da região, entre elas melhorias nas rodovias federais, no Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso, rota do milho e recolhimento e destinação de carcaças de animais.
Participaram o secretário de Estado de Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Santa Catarina, Túlio Tavares, o superintendente do DNIT em SC, Ronaldo Carioni Barbosa, a vice-governadora Daniela Reinehr, o prefeito Luciano Buligon, deputados federais e estaduais, senadores, vereadores, empresários e representantes de entidades. A reunião foi conduzida pelo coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado federal Rogério Peninha Mendonça.
De acordo com Barbosa, as obras da BR-282 entre Chapecó e Ponte Serrada estão em andamento. “Foram feitos aditivos no contrato para execução de interseções em Xanxerê, Xaxim e Passo Maia. As obras devem iniciar dentro de 20 dias e serem concluídas em 90 dias, quando será entregue”, relatou. Quanto às obras da BR-282 entre Chapecó e São Miguel do Oeste, o superintendente disse que estão em ritmo lento devido a situação econômica do País. “Os R$ 35 milhões para a execução dessa obra ainda não foram disponibilizados em função de burocracias internas. Hoje temos R$ 8 milhões para tocar a obra. O compromisso do governo é que ainda neste mês o valor seja liberado”.
Barbosa também explanou sobre a BR-163, onde serão investidos R$ 210 milhões. “Tivemos vários entraves nessa obra, entre eles a rescisão do contrato com a empresa que estava executando os trabalhos. Essa obra terá pavimento rígido (de concreto), que proporcionará vida útil de 20 anos. Já a federalização de São Miguel do Oeste a Itapiranga está praticamente finalizada”, disse.
O secretário Ricardo de Gouvêa trouxe para o debate a rota do milho. Santa Catarina produz 3 milhões de toneladas do grão para abastecer a cadeia de produção de proteína animal, mas o consumo é de 7 milhões. Para atender a demanda da agroindústria, é importado milho do Paraguai, que entra no Brasil por Foz do Iguaçu, no Paraná. A proposta é mudar o corredor, passando pela Argentina e entrando em Santa Catarina pelo porto seco de Dionísio Cerqueira, o que encurta a distância, diminuindo o valor do frete. “Para agilizar esse processo, pedimos ao governo federal ajuda para que a certificação de origem do milho seja feita no Paraguai. Também precisamos melhorias na aduana de Dionísio Cerqueira. É necessária agilidade para que os caminhões não fiquem parados e que haja controle para a entrada somente do milho no Estado”.
Outra questão apresentada por Gouvêa é em relação à questão sanitária. “O governo está retirando a vacina de febre aftosa no País, é importante, mas o projeto tem alguns pontos que não atendem requisitos técnicos, o que coloca SC, que é livre de febre aftosa sem vacinação, numa situação delicada. A ausência da doença não significa que não se tenha o vírus circulando. A Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) exige três requisitos para a certificação de região livre de febre aftosa sem vacinação: identificação, rastreamento e registro do animal. A proposta do MARA só contempla a rastreabilidade”, alertou o secretário que também pediu agilidade para aprovação de projeto que regulamente o recolhimento de animais mortos. SC tem um projeto piloto que pode servir de modelo para o País.
A vice-governadora Daniela Reinehr frisou a importância da união de esforços para tudo o que for bom e viável para o desenvolvimento do Estado. “Acredito que essa é uma prática que tem sido feita por todos que estiveram no encontro. Temos que aprofundar e focar no desenvolvimento logístico e econômico. Precisamos de uma boa infraestrutura para termos mais competitividade e para que o nosso agronegócio continue sendo referência para o Brasil e para o mundo. Isso vai garantir um novo patamar de desenvolvimento em todas as áreas”.
O presidente da ACIC ressaltou que ficou evidente que todos conhecem as demandas da região. “As pautas apresentadas na reunião foram validadas em ata. Apesar da pouca participação, tivemos um dos três senadores, sete deputados estaduais e apenas dois dos 16 deputados federais, sendo que alguns justificaram ausência devido à análise da reforma da previdência na Câmara, a avaliação é positiva. Poderemos continuar cobrando os parlamentares para que busquem recursos para a execução dessas obras. Agora o governo precisa fazer a sua parte”, finalizou. 

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